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	<title>Neto Macedo &#187; blog</title>
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	<description>Site do redator Neto Macedo</description>
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		<title>Ligeiramente fora de foco</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 15:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Literário]]></category>
		<category><![CDATA[ForaTadeu]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>

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		<description><![CDATA[Dez minutos para as sete da manhã. Seu Genesco, 70 anos de idade e pintor de paredes aposentado, assiste à movimentação do banco da praça onde está sentado. Diz que no tempo dele as pessoas sabiam fazer protesto, mas hoje essa molecada de universidade já não tem os ideais dos anos 70 e 80; escutam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dez minutos para as sete da manhã. Seu Genesco, 70 anos de idade e  pintor de paredes aposentado, assiste à movimentação do banco da praça  onde está sentado. Diz que no tempo dele as pessoas sabiam fazer  protesto, mas hoje essa molecada de universidade já não tem os ideais  dos anos 70 e 80; escutam música ruim e bebem coca-cola. Estudantes na  praça Dr. Carlos gritam palavras de ordem e usam apitos de festa  infantil, fazendo um barulho ensurdecedor. Nas lojas e prédios do centro  de Montes Claros curiosos olham pelas janelas e portas para saber o que  está acontecendo. Também, o movimento só foi divulgado na internet,  principalmente no twitter, site que a maioria das pessoas não têm acesso  ou não conhecem.</p>
<div id="attachment_3367" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_9.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3367  " style="border: 0pt none;" title="Seu Genesco assiste a banda passar" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_9.jpg" alt="#ForaTadeu Montes Claros Protesto Passeata" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Seu Genesco, nascido num tempo onde as pessoas sabiam fazer bagunça. Concorda com o movimento e não gosta do atual prefeito, mas hoje em dia prefere ver a banda passar.</p></div>
<p style="text-align: justify;">O movimento <a title="#ForaTadeu no Twitter" href="http://search.twitter.com/search?q=%23ForaTadeu" target="_blank">#ForaTadeu</a> iniciou na internet e teve sua segunda visita às ruas no dia 20 de  março, um sábado qualquer. Até então solenemente ignorado pela imprensa  local, mesmo tendo alcançando o Trending Topics Brasil semanas atrás,  desta vez contou com a presença tímida de alguns jornais televisivos,  como o Canal20 (Mastercabo) e InterTV (Globo). O maior lucro do evento  foi para o seu Zé, ambulante vendedor de picolés, que aumentou em 100%  as vendas no dia. &#8220;Hoje tem churrasco em casa&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Por volta de oito horas e dez minutos da manhã já exisitia um tapete  de cartazes contra a atual administração extendido no chão da praça.  Pessoas seguindo para o trabalho paravam para ler e perguntar o que  estava acontecendo logo que desciam do ônibus, mas não ficavam muito:  passeata é divertido e cívico mas o que paga as contas é o trabalho e este  não aceita atrasos.</p>
<div id="attachment_3368" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_417.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3368 " title="Manifestante na passeata #ForaTadeu" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_417.jpg" alt="Fotos #ForaTadeu" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Precavida, a manifestante tem escrito no rosto o objetivo de sua presença, caso perca a voz por causa do esforço gritando.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Enquanto o protesto se desenrolava, manifestantes se aproximavam de ônibus e carros parados no sinal vermelho pra mostrar cartazes aos motoristas e passageiros. Alguns buzinavam, alguns fechavam o vidro. Aparentemete, nenhum dos curiosos que ali assistiam ao protesto discordam dos manifestantes. Todos, quando perguntados, acham mesmo que o trabalho do governo não vem correspondendo às expectativas. Fabrício, lavador de carros na praça da Matriz, concorda com o protesto por ter sido demitido do antigo trabalho na prefeitura. Concorda com os manifestantes e dá um grito de &#8220;Fora Tadeu&#8221; enquanto responde à pergunta.</p>
<p style="text-align: justify;">Num dado momento a massa de gente começa uma romaria pelas ruas do centro da cidade. Mais curiosos saem nas portas e janelas para se inteirar do que está acontecendo e assistir ao &#8220;apitaço&#8221; e o trânsito lento. Alguns olham pela fresta e ao terem a câmera apontada para seus rostos, entram rápidamente pra dentro de casa. Medo? Talvez timidez.</p>
<div id="attachment_3369" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_995.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3369 " title="Manifestante puxa o coro" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_995.jpg" alt="Fotos #ForaTadeu" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestante puxa o coro &quot;putaquepariu, é o pior prefeito do Brasil&quot; mesmo sem meios de mensurar o valor qualitativo da eficiência da administração</p></div>
<p style="text-align: justify;">Ao chegar à Praça de Esportes, famoso reduto de prostitutas e malandros durante a noite e camelôs e trabalhadores durante o dia, mais pessoas se juntam à massa e acompanham o coro. Palavras de ordem são ditas e o negócio todo estava realmente muito ordenado. Não houveram incidentes com a polícia e a manifestação seguiu calma. De acordo com algumas placas o movimento #ForaTadeu é apartidário e apolítico. Apartidário talvez, apolítico nunca. O ser humano é político em todas as suas relações.</p>
<p style="text-align: justify;">O tão esperado Programa CQC (Custe o que custar) da Band não deu as caras no evento. Provavelmente porque custaria muito. Mesmo assim, era grande a presença de fotógrafos amadores, prontos para levar suas imagens para o twitter e blogs para mostrar como foi aos que não puderam comparecer, e claro, enviar algumas fotos para o queridinho dos jovens com consciência política, Marcelo Tas.</p>
<div id="attachment_3370" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_37.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3370 " title="O cansaço do manifestante é remediado por um refrigerante" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_37.jpg" alt="Fotos #ForaTadeu" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Já pelo fim, o calor e o cansaço é evidente, e comprar um refrigerante pra matar a sede já não parece tão capitalista.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Tereza trabalha como atendente de balcão numa pastelaria qualquer ali nas imediações da Praça. Acha que o pessoal exagerou e estão lutando por uma causa natimorta. Perderam o foco, assim como algumas fotografias apresentadas com este texto. O certo seria #AcordaTadeu, um movimento voltado para a cobrança, e não expulsão. Na prática o protesto mudaria de emprego, ao invés de leão-de-chácara enxotando pessoas pra fora de estabelecimentos, seria firma de cobrança, que liga todos os dias azucrinando a vida do camarada, mas não coloca ninguém na rua. &#8220;Mas de qualquer forma, eu não sei de nada não, eu sou uma moça besta, eu nasci foi na roça, não é?&#8221;. É Tereza, é verdade. Tirar prefeito é meio complicado.</p>
<div id="attachment_3376" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_82.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3376 " style="border: 0pt none;" title="Ligeiramente fora de foco" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_82.jpg" alt="Fotos #ForaTadeu" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos ligeiramente fora de foco, assim como o protesto</p></div>
<p style="text-align: justify;">Como manifestante também cansa, a passeata chega ao fim na mesma praça de inicio, a praça Dr. Carlos. Discursos são feitos e cidadãos falam no púpito para trabalhadores, agora já esperando o ônibus para voltar pra casa. Salva de palmas e o movimento se encerra. Pego meu rumo. Fotógrafo também cansa.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu Genesco talvez esteja certo sobre a  situação da cidade. Seus dois filhos, formados em economia e letras pela  Unimontes, não seguiram carreira pois não acharam emprego. Trabalham  hoje como pintores, como o pai trabalhou um dia. Não viram a passeata porque não pegam onibus pra trabalhar. Os tempos estão mudando.</p>
<p style="text-align: justify;">Os fotógrafos lambe-lambe da praça não registraram o evento.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1. Texto e fotos por <a title="Redator Publicitário" href="../" target="_blank">Neto Macedo</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Mais fotos do protesto <a title="Fotos #ForaTadeu" href="http://www.flickr.com/photos/netomacedo/sets/72157626307141722/" target="_blank">no meu flickr</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">3. Se você está em alguma foto e não gostou, é só enviar um email ou comentário que retiro a foto imediatamente. =)</p>
<p style="text-align: justify;">4. Clique nas fotos para ampliar.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Não estou nem a favor nem contra o protesto, nem a favor nem contra o prefeito. Fui só como visitante para registrar minhas próprias impressões do evento.</p>
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		<title>Crônica: Camadas sobrepostas de branco</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 08:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que bom que você mora perto porque se virarmos amigos a gente pode sair pra tomar cerveja ali na esquina. De cerveja eu não gosto. E gosta do que? Gosto de cachaça. Excelente. Aí ela perguntou se eu queria ser amigo dela. Como eu fiz que sim ficamos amigos. Você é de onde? Não importa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Que bom que você mora perto porque se virarmos amigos a gente pode sair pra tomar cerveja ali na esquina. De cerveja eu não gosto. E gosta do que? Gosto de cachaça. Excelente. Aí ela perguntou se eu queria ser amigo dela. Como eu fiz que sim ficamos amigos. Você é de onde? Não importa. Se eu te pedisse um beijo qual seria a resposta? Isso é puramente hipotético né? A resposta seria depende? Nunca se pede um beijo. Então eu a puxei pra perto e a beijei e depois sorvi o conteúdo do copo e a beijei de novo e sorvi o conteúdo dos lábios dela. Não necessariamente nesta ordem. Noite ébria aquela. E depois sentamos em uma escada qualquer e eu a olhava com aquela cara de me convida pra entrar e ela me olhava com aquela cara de quem convida pra entrar na primeira noite é puta ou pelo menos parece puta e eu não quero parecer puta. Eu a abraçava tão forte que parecia querer juntar os dois corpos num só enquanto apalpava toda extensão do corpo dela numa enorme pressa de conhecer toda aquela pele branca. Ela entrou e eu fui embora com aquela cara de amigos de verdade não se beijam na boca ou pelo menos não deveriam. Acenei com a mão. No outro dia eu acordei e acenei com a mão em direção ao despertardor. O já famoso gosto de cabo de guarda-chuva na boca e uma vontade icontrolável de prosseguir com aquela amizade. Hoje às nove? Hoje às nove. Falei pro porteiro vou no apartamento tal. Chama a fulana e fala que o Fulano tá aqui. Subi. Sofá e uns negões dançando e tremendo na emitivi. Mais beijos mais pele branca e mais abraços fortes e peraí que eu tenho um segredo. É bom ou ruim? Depende do seu ponto de vista. Dependia. Ou era lésbica ou tinha um namorado. Tinha um namorado. Era ruim, quer dizer, mais ou menos ele mora aqui? Mora longe. Então era bom, quer dizer, me beija. Se sente culpada? Não, quer dizer, me sinto culpada por não sentir culpa nenhuma. Pensei no pierrot e no harlequim e na colombina quando uma só ama dois e dois só amam uma. Mas eu não amava ninguém ainda naquele tempo e não falei porra nenhuma sobre pierrot nem sobre harlequim nem sobre colombina. Então foi uma sucessão de convites primeiro para o apartamento depois para a varanda e depois para o sofá numa sucessão infinita de ofertas e convites até ser convidado para entrar entre as pernas dela e dizer deslumbrado nossa, como sua pele é branca. Branca como? Como baunilha. Queta, baunilha é horrível e eu pensei em discorrer durante toda a noite sobre a imensidão de brancura da pele dela feito folha branca nova ou leite ou nuvens ou cocaína ou heroína que de tão branca parecia artificial mas não falei porra nenhuma. Baunilha foi uma analogia infeliz mesmo. E depois de noites e mais noite após noite mais noites e manhãs sucessivamente numa lua de mel sem fim porque tudo era novo e cada toque e cada olhar era novo como ouvir uma música pela primeira vez enchemos a cara de álcool e intimidade mais luas-de-mel mais eu estou apaixonado. Pô! Você disse o que eu estava querendo dizer há duas semanas mas não tinha coragem porque não tinha garantias da sua resposta. Pô! Porque não disse logo então diz agora. Não digo diz não digo diz não digo diz. Tô apaixonada. Aquilo soou extremamente maligno e sensual e eu gostei. Quem diria eu, um destruidor de relacionamentos. Mais beijos. Descobri a parte do seu corpo que mais gosto e coloquei a mão no peito dela. Você gosta mais do meu peito? Não, do seu coração. Não sei onde você arruma essas frases tão ridículas mas ao mesmo tempo tão fofas. Respondi que que achava as frases em filmes de quinta categoria, que só passavam de madrugada. Nosso filme só passaria de madrugada. Mas isso eu não disse. Noutro dia ela não tinha mais namorado e eu tinha um relacionamento aberto. A vida é assim meu bem, sexo é liberdade e amor é culpa. Uma culpa gostosa e safada e uma grande responsabilidade também. Estar com alguém apaixonado é estar responsável pelo sofrimento potencial de outra pessoa. E a cada dia mais ossos e carne coberta de brancura infinita e a cada olhar um abismo cheio de cumplicidade. Eu adoro seu cheiro. E eu lá tenho cheiro? Tem, claro que tem. Você tem cheiro de você.  No colo dela eu reclamo o dia inteiro de coisas banais como merda, tenho que aprender francês ou merda, tenho que terminar  de escrever uma coisa que comecei a escrever ontem. E agora vou vivendo cada dia como se fosse o último e ficamos sem vergonha de sentir, de tocar, cheirar.  Resolvemos que não somos normais e que não temos que ser e que somos especiais porque somos nós. Porque nos encontramos.</p>
<p style="text-align: justify;">Falhei na descrição da brancura da pele dela mas o Rubem Fonseca fala por mim. &#8220;<em>A cor da pele [...] tem a brancura do lírio das heroínas dos romances antigos, um lírio branco, profundo, camadas de branco superpostas, um abismo de alvura sem fundo. Como o branco do meu sonho, um sonho em que não há pessoas nem tramas, nem objetos, só a cor branca e a cor preta, no sonho tudo começa em trevas profundas e nada se vê na escuridão. Subitamente tudo fica claro, mas também nada se vê na luz cegante</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; <strong>Pedido especial do Neto.</strong> Continuo com minhas crônicas experimentais ou elas estão chatas? Gostou? Diz aí.</p>
<p style="text-align: justify;">2 -Descobri uma banda que eu gosto e que você <a title="Coeur de Pirate Ensemble" href="http://www.youtube.com/watch?v=t5XwM6gZCkY" target="_blank">provavelmente não vai gostar</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Todo dia eu descubro uma <a title="Tanto Mar Chico Buarque" href="http://www.youtube.com/watch?v=hdvheuHhF2U" target="_blank">música nova legal</a> do Chico Buarque.</p>
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		<title>Crônica: Carnaval de porrada</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 13:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;É esse o bar que falei&#8221; disse Amico. &#8220;E não podia ser outro até porque nessa cidade de merda só tem um bar&#8221; disse isso e foi entrando, eu atrás, não conhecia ninguém naquela cidade de merda. O Amico sentou -se numa mesa com uns caras e eu sentei-me no balcão &#8220;manda uma dose de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8220;É esse o bar que falei&#8221; disse Amico. &#8220;E não podia ser outro até porque nessa <strong>cidade de merda</strong> só tem um bar&#8221; disse isso e foi entrando, eu atrás, não conhecia ninguém naquela cidade de merda. O Amico sentou -se numa mesa com uns caras e eu sentei-me no balcão &#8220;manda uma dose de uísque camarada&#8221;. Depois eu sentei no banheiro e puxei minha cartela de <strong>remédio pra garganta</strong> e mandei as vinte pílulas, a cartela inteira, goela abaixo, pílula por pílula entre goles de uísque. Saquei a bula e conferi os <strong>efeitos adversos do remédio</strong> caso misturado ao álcool &#8220;em caso de ingestão conjunta com álcool o paciente pode sentir alucinações, calafrios, deslocamento do globo ocular e visão de vultos e luzes. Pensei nos caras que escrevem bula de remédio. Nunca conheci nenhum. Pensei no meu copo de uísque e lembrei do Amico. Voltei pra mesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Eram uns sujeitos de cara feia que ficavam encarando e eu olhei pro Amico e pensei &#8220;essa turma não era boa&#8221;. Um dos caras ficou me encarando e eu falei &#8220;como é meu chapa, quer levar uma bolacha?&#8221;. O sujeito veio se encrespando pra cima de mim e eu mandei um soco nos cornos dele. Pra cima de mim não rapá. O pessoal da turma dele mandou uma cadeira voadora pra cima de mim que passou longe e foi parar na mesa de uns veados que estavam sentados lá atrás. O veado mais parrudo levantou-se e gritou &#8220;cadeira em mim não, meu bem&#8221; e veio com a veadada toda pra cima da turma do <strong>atirador de cadeiras</strong> já descendo a porrada e em poucos segundos o cacete comeu no bar e as garrafas e as mesas começaram a voar também <strong>plaft crash prim tóf </strong>e eu me escondi atrás de uma pilastra e <strong>CRASH</strong> uma garrafa se espatifou na pilastra e uma mulher veio gritando pra mim me ajuda (!) me ajuda (!) me ajuda (!) e eu mandei um soco na boca dela só pra ver o sangue e os dentes dela voarem por tudo que é lado e então eu senti um puxão no braço e vi que era o Amico e eu calma porra ainda não fiz minhas apostas e ele dizia &#8220;não fode porra, não fode que tú já ouriçou o bar inteiro e se você não sair comigo sou eu que vou te ouriçar&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu não sou bobo e <strong>o Amico era um puta jumento ignorante e forte</strong> eu fui com ele mas mesmo assim apostei mentalmente na turma dos veados. Veado parece mulher mas na hora da porrada bate que nem homem e os veados lá do bar eram grandes pra burro. Saímos pra uma praça lá perto e eu perguntei se um cara do meu lado tinha isqueiro pra eu acender um cigarro e como ele não respondia eu falei &#8220;como é rapá! Não vai responder? Tu é grande mas não é dois&#8221; e o cara continuou imóvel e eu mandei um tabefe nele mas ele não caiu, tinha uma cara dura pra caramba. &#8220;Durão hein, durão&#8230;&#8221; eu disse mas o Amico me cortou &#8220;tá maluco? Conversando com poste caralho? Quer saber vou-me embora que de ti eu já estou cheio. Falei pra parar de tomar essa porra pra garganta&#8221; e saiu andando e eu fiquei falando com o cara do lado que na minha garganta não entrava porra nenhuma e que isso era coisa de baitola boqueteira.</p>
<p style="text-align: justify;">Resolvi caminhar pela cidade e conhecer o terreno. Era uma <strong>cidade muito bonita </strong>porque era muito bem iluminada e dos postes das ruas saíam luzes de várias cores e matizes diferentes roxo azul amarelo rosa e até mesmo cores que eu nunca tinha visto na minha vida. Cheguei na porta de um cemitério e resolvi entrar porque, tinha certeza, vi alguém entrando. Sentei-me na beira de uma cova de pobre com uma cruz enfiada na terra e a terra estava tão úmida e quente e macia que parecia uma  grande e acolhedora vagina e eu comecei a cavar e cavar e cavar até encontrar uma caveira. Acendi um cigarro pois me lembrei que tinha um isqueiro no bloso da camisa e me lembrei de <strong>Shakespeare</strong>. Depois me lembrei de <strong>Hamlet</strong>. Peguei a caveira na mão e falei &#8220;ser ou não ser, eis a questão. Qual a resposta?&#8221;. Como a caveira não respondia arremessei-a com força contra um muro e observei ela se quebrando em mil pedaços. Caveira filha da puta.</p>
<p style="text-align: justify;">Era um dia ruim pois todos estavam me ignorando e eu resolvi vagar pela cidade e vaguei vaguei vaguei até entrar numa rua e um cara me puxar &#8220;tá procurando a festa do Feitosa?&#8221;. Respondi que estava e ele me apontou um portão onde eu entrei e fiquei caminhando entre as pessoas até pegar um <strong>copo de uísque</strong> para continuar andando e andando e andando até sentir uma mão pesar sobre a minha bunda. Olhei pra trás pra me deparar com uma preta com a cara toda sorrisos pra mim e eu perguntei &#8220;foi você que apertou a minha bunda?&#8221; e ela respondeu &#8220;foi&#8221; num tom desafiador. Passei o copo de uísque para minha mão esquerda e enfiei-lhe a mão na bunda e apertei com gosto aquela <strong>bunda grande</strong>, espalhada e gelatinosa. Ela me olhou e disse &#8220;vais fazer só isso meu bem?&#8221; no que eu respondi &#8220;é, só isso&#8221; e completei &#8221; também não poderia foder com você pois agora é noite e é escuro e eu não conseguiria te enxergar no breu&#8221;. A amiga dela me chamou de grosso e eu cuspi na cara dela e sentei-lhe a mão na mesma cara para logo limpar na camisa pois a mão tinha ficado suja de minha própria saliva que eu havia cuspido e eu achei aquilo uma nojeira só.</p>
<p style="text-align: justify;">Saí da festa e vaguei vaguei vaguei como nunca havia vagado antes e lembrei do <strong>Fernando Sabino</strong> e depois lembrei do <strong>grande mentecapto Raimundo Giramundo</strong> e pensei sobre o quanto ele já havia vagado mais que eu e tive inveja. Sentei numa praça ao lado de uma barraquinha azul com garrafas de pimenta caseira que possuía um velho bem velho que ficava sentado do lado da barraca como um cão de guarda. Não sei quanto tempo fiquei ali sentado só sei que quando decidi me levantar eu senti que não tinha mais a carteira no bolso e falei pro velho &#8220;roubaste minha carteira velho. Ou devolve ou te parto a cara&#8221;. Como o velho não se mexeu eu disse &#8220;fica parado que eu vou te revistar&#8221; mas quando encostei a mão na jaqueta do velho ele me deu um safanão e pegou uma <strong>garrafa de pimenta</strong> e lançou-a na minha cara mas eu fui rápido e desviei, peguei uma garrafa maior e fui com força na moleira do velho que caiu no chão assim como os cacos da garrafa e as pimentas. Senti muito medo principalmente porque não tinha mais carteira e dinheiro pra pagar a garrafa quebrada e um pouco de medo pela possibilidade de ter matado o velho. Me virei de costas e corri corri corri até chegar numa padaria e me sentar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eram seis horas da manhã e eu pedi um uísque. Na padaria não tinha uísque. Pedi um <strong>café e um pão com salame</strong>. Pela porta entrou o  sujeito que tinha me olhado feio no bar e pelo estado da cara dele percebi que eu tinha ganho a aposta para a turma dos veados. Entrei no banheiro e me deparei com uma bunda, uma senhora bunda faxineira de quatro lavando um vaso sanitário. Coloquei a mão na boca da bunda e levantei a sua saia e comecei a foder foder foder como nunca tinha fodido antes e me lembrei do <strong>Marquês de Sade</strong> e fodi mais ainda. A bunda era forte e tentava se desvencilhar de mim mas eu também sou forte e segurava ela com força e quando terminei, ainda com a mão na boca da bunda, vi que ela me olhava com os olhos vermelhos e cheios de terror e eu me pus de pé e falei &#8221; se abrir a boca eu te cubro na porrada&#8221; e saí do banheiro. Voltei para minha mesa na padaria e o sujeito que tinha me olhado feio ainda estava lá mas ele não me encarava mais. Olhei pra porta e vi a turma de veados entrando.</p>
<p style="text-align: justify;">Calmamente acendi um cigarro e dei um trago. Soprei a fumaça. Olhei para o veado parrudo. Pela cara dele, <strong>fim de carnaval</strong> pra mim.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Se encontrarem algum erro me avisem porque o texto é muito grande e provavelmente deixei passar algo. E digam o que acharam do personagem principal, qual a justificativa da violência dele?</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Já estão sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha. Tô lembrando de novo só pra ninguém esquecer. <a title="Evento Sem Vergonha" href="http://www.psvsite.com/encontro" target="_blank">Site do evento aqui</a>. =)</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; O Hugo Meira agora escreveu sobre uma frescura psicológica dos <a title="16 tipos de personalidades humanas" href="http://www.portalmeira.com/2009/09/os-16-tipos-de-personalidades-humanas.html" target="_blank">16 tipos de personalidades</a> humanas. O meu tipo de personalidade é o ICGM (inteligente, charmoso, garboso e modesto). Visite e descubra a sua personalidade (provavelmente é LFIC, leitor fiel inteligente do Crepúsculo).</p>
<p style="text-align: justify;">4 &#8211; <a title="Comercial Japonês" href="http://www.youtube.com/watch?v=VHY96IxT04k" target="_blank">Comercial japonês</a> bizarro do inferno.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crônica: O Psicanalista</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 02:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se eu pudesse te comia toda, sem dó nem piedade. Aprendi a ser assim com o Balzac. Ele sempre dizia que a frase inicial de uma conversa com uma mulher devia ser sempre a mais impactante. Tem que ser direto, linguagem de bandido, é a bolsa ou a vida. Ela olhou como que pra ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Se eu pudesse te comia toda, sem dó nem piedade</strong>. Aprendi a ser assim com o Balzac. Ele sempre dizia que a frase inicial de uma conversa com uma mulher devia ser sempre a mais impactante. Tem que ser direto, linguagem de bandido, é a bolsa ou a vida. Ela olhou como que pra ter certeza que eu falava com ela mesmo. É isso mesmo, te comia toda, tirava foto, te chupava até os ossos do cotovelo e te vestia com seu salto alto, pra depois te comer de novo. Agora definitivamente ela sabia que eu falava com ela. Tirou um papel da bolsa, escreveu um telefone me entregou e foi embora. Guardei o papel. Andei um pouco e me sentei num bar-padaria-loja-de-conveniência e esperei até a garçonete resolver me atender. Atendeu. Enfiei um papel-bilhete que tinha preparado dobrado no bolso dela. Ela tirou e abriu uma aba. Abriu outra. Mais outra. Mais uma aba. Abriu o guardanapo até ele ficar todo aberto. Tinha um palito de dente no meio e a frase &#8220;precisa de um pau? Escolha o meu porque é mais grosso que esse na sua mão. O lenço a gente usa mais tarde&#8221;. Ela riu pra mim e saiu. Resolvi tirar do bolso o papel que a mulher que eu comeria toda tinha me dado e realmente tinha um telefone, mas o nome escrito era um nome de homem. José da Silva, Psicanalista. Não sou louco. Liguei. Alô Dr. José, aliás, tira o doutor porque psicólogo não é doutor porra nenhuma. Você acha que eu sou louco José? Eu vou gozar José. Eu vou gozar Maria. Eu vou gozar a vida do jeito que eu quiser, e se eu fizer cagada eu sei limpar, tu não vem cagando regra que na regra que tu caga eu vou pisar. Aí eu parei de citar Gabriel. O Pensador, não o Marquez. Parei de rimar. Afinal, rima é coisa de viado, e mulher quando ouve rima quer casar, e eu quero é foder. Saí e caminhei pela cidade até dar numa praça. Encontrei uma mulher sentada num banco e decidi que ia sentar também. Esperei um poco. Fui chegando perto do ouvido dela. Comecei a cantar bem baixinho aquela música do Fábio Júnior: &#8220;Senta aqui. Não tenha tanta pressa. Senta aqui! Porque toda essa angústia? Não fique aí tão quieta. Quebra o teu silêncio. Se abre comigo&#8230;&#8221;. Ela se abriu comigo quer dizer ela abriu a bolsa e puxou uma faca e falou passa o dinheiro senão eu te furo. Enfiei as mãos nos bolsos e só tinha o telefone do psicanalista que imediatamente entreguei a ela. Ela leu aquilo e não sei o que se passou na cabeça da desgraçada mas ela largou a faca e começou a chorar. Fui embora porque mulher chorando não precisa de foda. Precisa de psicanalista. E eu precisava foder, precisava foder, foder, foder. Resolvi passar no bar do Balzac e conversar entrecopos e entrelinhas. Aquela ali tem cara de puta, não tem? Aquela? Aquela é uma santa. É até ministra na igreja. Mas o Balzac sempre foi irônico e, afinal, seu bar era um bordel. Sem falar que eu desconfio das santas, e pra mim ela parecia mais ministra do boquete, ministra do anal ou ministra do caralho a quatro. Caminhei até ela pra ver se ela não tinha pra me apresentar alguma assessora de imprensa de seu ministério, daquelas que te imprensam na parede mesmo. Oi princesa. Ela disse que era 300 paus e eu perguntei se ela parcelava. &#8220;No amor não existe parcela nem prazo meu bem, tem que ser a vista&#8221;. Como eu andava meio quebrado, perguntei se o Balzac não me ajeitava uma permuta, afinal, era renomado taxidermista, e podia empalhar qualquer bicho seco pra enfeitar o bar do homem. É engraçado como vocês sempre aparecem na minha vida Sr. José. Vocês psicanalistas sempre aparecem na minha vida por coicidência. O Balzac pediu que eu empalhasse um psicanalista e cá estou eu, no seu consultório, contando esta história. Não sei se ele fez o pedido de forma irônica, mas o Balzac nunca quebra uma promessa de permuta. Hoje vou foder alguém.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Crônica curta hoje. Espero que tenham gostado do final.</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Já viram o comercial que a gente aqui na <strong><a title="Elefantte Agência de Publicidade e Propaganda e Produtora de Vídeo" href="http://www.elefantte.com" target="_blank">Elefantte</a></strong> criou pra um evento contra o câncer? Ficou cuti-cuti. <a title="1ª Jornada Contra o Cancer" href="http://www.elefantte.com/comercial-propaganda-hospital-dilson-godinho/" target="_blank">Clique aqui pra ver</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Tô pensando em publicar um e-book com uma espécie de coletânea de crônicas minhas. O que vocês acham?</p>
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		<title>Crônica: Estado de Minas &#124; Culto</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 16:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alô. Alô? Opa, é do Estado de Minas? Sim? Sim, boa tarde para o senhor também. Quem fala? Aqui é Neto Macedo, e gostaria de falar com o editor do jornal. Como? Ele não pode me atender? Tudo bem. Pode ser o senhor mesmo. O negócio e que eu preciso falar com alguém do jornal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Alô. Alô? Opa, é do Estado de Minas? Sim? Sim, boa tarde para o senhor também. Quem fala? Aqui é Neto Macedo, e gostaria de falar com o editor do jornal. Como? Ele não pode me atender? Tudo bem. Pode ser o senhor mesmo. O negócio e que eu preciso falar com alguém do jornal. Tenho certeza que o senhor poderá me atender. Bom, eu tenho algumas crônicas aqui, sabe como é, trabalho genial, coisa de primeira meu amigo. Acho que vocês ficariam interessadíssimos em publicá-las. São realmente geniais. Como? O senhor não acha que sejam geniais? Claro que são. Isso é indiscutível. Sem falar que eu cobro um preço ínfimo unitário de 1000 reais para que eu deixe que o senhor as publique. Ahn? É claro que o senhor quer as minhas crônicas, só não percebeu ainda. Pois fique sabendo que se fosse um Fernando Sabino da vida iria te sair muito mais caro uma crônica. Como? Fernando Sabino morreu? Nossa! Como ele morreu? Eu? É claro que eu sabia! Pois que seja então uma homenagem a memória dele. Não. O senhor vai ouvir sim. E vai publicar as minhas crônicas. É claro que já fui publicado em outros lugares. Onde? Onde&#8230; No meu blog na internet. E fique sabendo que&#8230; Como? O senhor acha que eu sou um idiota viciado em internet? Olhe, o senhor que não me ofenda. Tudo bem então. Eu diminuo o preço. Cobro só 50. Muito bem,  o senhor não quer por preço nenhum. Percebo. Tudo bem. Já presumi isso. Sou um cara prevenido. Tá bom. Me diz quanto o senhor quer para publicar as crônicas? Pago o quanto quiser. Como? O senhor vai aceitar suborno sim senhor. E não me venha com chorumelas de honestidade e ética profissional. Eu acho&#8230; Mentecapto é a senhora sua mãe! Aquela porca! Olha lá, não me venha com ofensas! Eu vim aqui lhe oferecer o trabalho da mais alta qualidade por um preço justo o senhor me vem com insultos!? Pois eu vou desligar e pode falar aí para esse editor que eu não quero mais publicar porcaria nenhuma. Que ele passe bem e vá pro diabo que o carregue.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;</p>
<p style="text-align: justify;">Morava sozinho no apartamento. Ao lado de seu prédio residia o seu inimigo mortal. Uma igreja evangélica. Já tinha se perdido em contas de quantas vezes chamara a polícia para interromper a algazarra dos pulos e gritos do pastor que eram amplificados potentemente por um sistema de microfones e alcançavam seu apartamento perfeitamente. Até já conhecia os discursos do homem de cor. Recitava salmos de olhos fechados. Podia ouví-los todos os dias a noite antes de dormir. O som chegava diretamente ao seu ouvido, nítido e claro.</p>
<p style="text-align: justify;">Havia chegado a um momento da sua vida em que já sentia pena do diabo, de tanto o coitado ser ofendido e enxotado todos os dias, pela voz do pastor tão determinado em acabar com seu legado de tentações. O importante é que os planos para a tarde já estavam prontos. Estava tudo certo. Tudo sistematicamente pensado. Conferiu tudo para que nada saísse errado.</p>
<p style="text-align: justify;">Às três da tarde, desceu as escadas do prédio e parou em frente a porta da igreja. Jogou a bomba e saiu correndo. Depois parou na padaria da esquina. Comprou quatro pães e um picolé de côco. Enquanto pagava a compra no caixa ainda pode ouvir o barulho da explosão. Saiu da padaria calmamente, entrou no prédio onde morava e foi tomar o seu café, na sua calma e tranquila tarde de domingo.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Resolvi postar duas crônicas mais curtas de uma vez só. Qual delas é a melhor?</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Tô sem links.</p>
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		<title>Crônica: Curriculum Vitae Humano</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 00:44:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá Leitores. Au contraire do que estão achando, não morri (pelo menos eu acho). Aos novos colaboradores, olá. Nem fomos apresentados ainda. Prazer, Neto Macedo. Me afastei um pouco do blog (mas não abandonei minha cadeira aqui) porque estava abrindo uma agência. Quer dizer, ainda estou abrindo. É uma agência de publicidade e propaganda que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Olá Leitores. <em>Au contraire</em> do que estão achando, não morri (pelo menos eu acho). Aos novos colaboradores, olá. Nem fomos apresentados ainda. Prazer, <a title="Neto Macedo" href="http://twitter.com/netomacedo" target="_blank"><strong>Neto Macedo</strong></a>. Me afastei um pouco do blog (mas não abandonei minha cadeira aqui) porque estava abrindo uma agência. Quer dizer, ainda estou abrindo. É uma <a title="Agência de Publicidade e Produtora de Vídeo Elefantte" href="http://www.elefantte.com" target="_blank">agência de publicidade e propaganda que fica em Montes Claros, no Norte de Minas</a> (vem ni mim, <em>pagerank</em>). Se chama <strong>Elefantte</strong> e a história do nome é bem legal. <span style="text-decoration: line-through;">Escolhemos o nome em homenagem ao <a title="Pedro Turambar" href="http://twitter.com/pedroturambar" target="_blank">Pedro</a>.</span> Pegamos o primeiro nome <span style="text-decoration: line-through;">bizarro</span> estranho que apareceu. Ficou Elefantte com dois tês porque com um só não estava disponível para registro de domínio.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora sou <strong>Sócio-diretor redator de arte de criamento</strong> (mistura de criação e atendimento) da agência junto com o <a title="Samuel Reis" href="http://twitter.com/samuelreis" target="_blank">Samuel Reis</a>. Um título pomposo pra quem passa o dia inteiro dentro de uma sala quente escrevendo e correndo atrás de <span style="text-decoration: line-through;">Deuses do Olimpo</span> clientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, agora eu devo postar menos por aqui. A quantidade diminui, mas a qualidade <span style="text-decoration: line-through;">duvidosa</span> continua a mesma. Lá vai mais uma crônica para os leitores e um abraço para os novos colaboradores.</p>
<p>***</p>
<p style="text-align: justify;">Era pobre. Definitivamente. E sobre isso não há sombra de dúvidas. Não tinha dinheiro e ainda tinha que imprimir um currículo para pedir emprego. Era do tipo que trocava o almoço pela janta. Não sabia se ia de ônibus pois, se pegasse a condução, não almoçava, e se almoçasse, ia a pé de barriga meio cheia, pois a refeição era frugal e não lhe satisfazia.</p>
<p style="text-align: justify;">Almoçou e foi a pé. Tinha de achar uma copiadora qualquer na área central da cidade para imprimir o seu curriculum vitae, documento que, supostamente, conteria informações sobre toda sua vida profissional, que não era muito extensa, e sobre suas habilidades e aptidões. Enfim, uma farsa. Iria trabalhar como assalariado, como a maioria da cidade, para o resto da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Por incrível que pareça, tinha um nome, característica que é aparentemente o sinal máximo de individualidade do ser humano. Um nome que dizia que ele, era ele, apesar de se infundir no meio da massa de pessoas caminhando às ruas da cidade, como qualquer rosto, qualquer voz, qualquer olhar. Anônimo. Homônimo. O nome era Antônio.</p>
<p style="text-align: justify;">O calor era insuportável, e o suor já lhe escorria na testa. O barulho de carros, de gente, do centro urbano já se misturava em sua cabeça num zumbido indefinível que lhe causava asco. Suas origens eram rurais, assim como seus costumes, e não se acostumava àquela loucura. Precisava trabalhar e ganhar dinheiro para comer, para morar, para viver  e assistir às matinês de sábado. De graça nessa vida, só a morte, dizia o pai. E à lista de serviços gratuitos da vida Antônio acrescentava mais um item. A indiferença.</p>
<p style="text-align: justify;">Entrou no estabelecimento. O calor parecia ter aumentado, talvez devido ao tamanho minúsculo do lugar, e a quantidade de computadores enfileirados em mesas. Era um daqueles novos estabelecimentos dos tempos modernos: uma lan house. Não estava cheio. Havia uma moça num canto, compenetrada na tela da máquina, e um rapaz sentado na mesa da recepção, provavelmente olhando para a tela do seu computador só por automatismo, pois já não tinha mais onde olhar. O rapaz parou e o olhou nos olhos:</p>
<p style="text-align: justify;">- O que o senhor deseja?</p>
<p style="text-align: justify;">Perguntou o preço da impressão. O seu olhar era humilde e fitava o chão. Tinha 63 centavos e rezava para que o preço não passasse desse valor. O rapaz olhou o arquivo. Tinha três páginas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Olha moço, isso aqui fica a um e cinquenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Um e cinquenta. O preço do ingresso na concorrência de um emprego. Só que Antônio não conhecia uma coisa. Coisa que só foi compreender quando saiu da loja com o currículo em mãos. Seres humanos se compreendem. Um olhar diz muita coisa. E foi por causa dessa característica intrínsecamente humana que Antônio viu nos olhos do rapaz uma compaixão plena, um olhar de quem sabia o que se sofre para conseguir trabalhar. E o rapaz viu nos olhos de antônio a dor e o sentimento de impotência perante a vida, perante a incapacidade de alcançar dignidade. Num gesto de cumplicidade, o rapaz se aproximou de Antônio:</p>
<p style="text-align: justify;">- Quanto você tem? &#8211; perguntou, adivinhando que Antônio não possuía a quantia.</p>
<p style="text-align: justify;">- 63 centavos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Faz o seguinte. Eu te faço aqui a impressão, você me dá o dinheiro que você tem, e a gente deixa por isso mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Antônio entregou as moedas ao rapaz, recebeu o papel que supostamente continha sua vida impressa e agradeceu. Saiu pela porta, não sem antes levar discretamente a bolsa de uma das clientes. Nessa vida, nada é de graça. E a riqueza não passa incólume à pobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Saí da fase da violência e do sexo e fui para a fase das mazelas sociais. Esperem eu voltar a ler o Rubem Fonseca que eu arrumo um <strong>machado manchado de sangue e prostitutas </strong>pra enfiar nessa história.</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Eu tenho um formspring. Só não vale perguntar de propaganda. <a title="Neto Macedo Formspring" href="http://www.formspring.me/netomacedo" target="_blank">AQUI</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Só pra ter certeza. Google, você pegou a URL da minha <strong><a title="Elefantte Agência e Produtora" href="http://www.elefantte.com" target="_blank">Agência de Propaganda e Produtora</a></strong>? Obrigado. ^^</p>
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		<title>Crônica: Preliminares e posteriores</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:54:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah! Ah! Oh! Aiiiiii&#8230; Urros, sussurros e suspiros. Ahhhh. Silêncio. Trinta segundos depois eu viro e digo e então flor, você gozou foi naquele momento que eu estava por cima? Silêncio. Você está me ouvindo Marta? Você sabe que eu detesto quando você finge que não me escuta Marta. Dessa vez ela murmurou algo como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ah! Ah! Oh! Aiiiiii&#8230; Urros, sussurros e suspiros. Ahhhh. Silêncio. Trinta segundos depois eu viro e digo e então flor, você gozou foi naquele momento que eu estava por cima? Silêncio. Você está me ouvindo Marta? Você sabe que eu detesto quando você finge que não me escuta Marta. Dessa vez ela murmurou algo como &#8220;omanohmanon&#8221;. Dei-me por satisfeito. Silêncio. Sabe Marta, você já reparou como o orgasmo é uma coisa quase que transcedental? Coisa de se juntar, combinar dois espíritos num só, sabe? Quando a gente tem um orgasmo nossa cabeça se esvazia e não pensamos em nada, a não ser o próprio orgasmo. Marta, sua mente fica assim durante o orgasmo, não é? Dessa vez ela respondeu. Deixa eu dormir vai, fofo. Tô cansada porque você me fez gozar horrores, querido. Orgasmos internacionais. Agora preciso de um descanso. Silenciei.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais silêncio. Sabe, Marta? Me peguei aqui pensan (me interrompeu aqui. Se levantou. Olhou pra mim. Fofinho, deixa eu dormir, vai?). Tava pensando porque nosso corpo é tão imperfeito. Não faz sentido sabe? Fiz cara de incrédulo. Ela vira pra mim e Ahn? Por exemplo. Olha só o meu pênis (e gesticulo em direção às pernas). Enquanto ele deveria ser um lugar limpo, pra gente poder brincar sem culpa, eu tenho que utilizá-lo para um fim completamente imundo, que é urinar.  E mais (aqui eu fico em pé na cama)! Eu não sou culpado sozinho. O seu playground fica bem do lado do esgoto. É imperfeito e ponto (fiz cara de sério). Tá bom Otávio. Agora dorme.</p>
<p style="text-align: justify;">Martinha, já reparou que sexo é sempre um negócio perseguido? Sono também é um negócio perseguido Otávio. Fingi que não ouvi. Sexo é um negócio que as pessoas sempre veem como sujo. A não ser quando elas estão praticando, é claro. Aí é bom. Religião mesmo. Onde tem gente fazendo sexo tem uma religião do lado falando &#8220;não façam sexo!&#8221;. Marta! Tive uma grande idéia. Vamos criar uma religião que prega o sexo. Pintos e vaginas serão nossos santos! Nossos objetos sagrados serão camisinhas. Nosso livro da vida será o Kama Sutra. Peraê&#8230; Isso já existe. Fiz cara de triste. Ela me mandou dormir.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando em dormir Marta, poxa, quem devia dormir depois do sexo era eu, que sou o macho alpha dominante na relação. Você, que é a fêmea, deveria ficar conversando e querendo carinho. O fato de você apagar logo após ter um orgasmo quer dizer que eu não sou o macho e sim você. Fiz uma pausa e pensei. Silêncio. Agora eu descobri. Muito triste isso. É você que é o macho na nossa relação. Você que representa o papel do homem. Fiz uma pose solene e disse &#8220;você é um típico homem Marta&#8221;. E eu nem sabia. É ou não é? Ah, vai Otávio, deve ser (quase inaudível). Agora me deixa dormir.</p>
<p style="text-align: justify;">Marta. Quer um cigarro? Eu não fumo Otávio. Eu durmo. Sou viciada em dormir. Principalmente depois que tenho orgasmos múltiplos. Deixa eu dormir Otávio. Eu vou te encher de porrada Otávio. Tá me ouvindo? Eu vou te encher de pancada! Calma Marta, calma! Calma nada Otávio! Deixa eu dormir! Eu só preciso dormir! É pedir muito? Silêncio. Ela vira de lado na cama. Eu saio do quarto, afinal, não sou bobo nem suicida.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou na cozinha. Fumo meu cigarro. Grito Marta! Quer um copo d&#8217;água? Barulhos de passos rápidos pelo corredor. Marta abre a porta da cozinha. Com um chute. Calma Marta! Calma! Larga essa faca! Não! Espera! É que eu&#8230; Calma! Caramba, você me cortou! Marta, você não pode me matar. Eu sou o único que te faz gozar, querida! Grurgrurrgurrrrrrr. Som de sangue subindo pela garganta. Silêncio. Enfim. É o único que me faz gozar, sim. Mas não me deixa dormir. Dormir é prioridade, pô!</p>
<p style="text-align: justify;">No velório do Otávio os amigos falavam bem que eu avisei. Aquela mulher tinha cara de psicopata assassina bipolar. O Fabinho, que era psiquiatra, se endireitou e fez uma pose solene. Quem diria. Uma psicopata. E ele nem sabia.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme prometido, mais uma de sexo. E aí, você conversa ou apaga? Ou parte para as posteriores?</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Avon. A marca que <a title="Avon" href="http://www.youtube.com/watch?v=6tobPWO05ko" target="_blank">nunca mentiu para você!</a></p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; <a title="A queda da Uniban" href="http://www.youtube.com/watch?v=snjPDpDg2Pk" target="_blank">A queda</a> da Uniban.</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Não <a title="Não se brinca com Deus" href="http://www.youtube.com/watch?v=uAKumtZH0_w" target="_blank">se brinca</a> com deus.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As Leis do Amor por Dr. Neto Macedo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 21:37:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há alguns anos eu venho realizando uma pesquisa em parceria com o Instituto Myhro de Pesquisas sobre relacionamentos amorosos interpessoais entre seres humanos. Elfos, orcs e anões não estão incluídos, portanto, se encontrar um, não aplique essas leis à eles (animais também não estão incluídos seus zóofilos safadenhos [sua mão também não]). As Leis do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há alguns anos <a title="Neto Macedo" href="http://www.netomacedo.com" target="_blank">eu</a> venho realizando uma pesquisa em parceria com o <a title="Instituto Myhro de Pesquisas" href="http://www.myhro.info/imp/" target="_blank">Instituto Myhro de Pesquisas</a> sobre <strong>relacionamentos amorosos</strong> interpessoais entre seres humanos. Elfos, orcs e anões não estão incluídos, portanto, se encontrar um, não aplique essas leis à eles (animais também não estão incluídos seus <a title="Zoofilia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zoofilia" target="_blank">zóofilos</a> safadenhos [sua mão também não]).</p>
<p style="text-align: justify;">As <strong>Leis do Amor</strong> são irrevogáveis e universais e podem se mostrar muito cruéis para os mais sensíveis. Entendendo como funciona o mecanismo do amor e do interesse interpessoal você pode se tornar a parte dominante (o alpha) da relação. Qualquer relação (menos com a sua mão, como já disse) se aplica. Durante a fase inicial da pesquisa chegamos a primeira lei do amor:</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>1. Lei da Oferta e da Procura:</strong> todo ser humano está sempre em busca do ser mais inalcançável possível. Um dos lados tem um nível de inalcançabilidade sempre maior que o outro. Seres humanos sempre tem uma tendência a querer conquistar o outro ser humano mais inalcançável próximo.<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira lei é simples. Ela simplesmente assume que os seres humanos sempre estão atrás de conquistas. Quanto mais inalcançável uma pessoa é, mais ela se torna interessante aos olhos dos potenciais parceiros sexuais/amorosos. Se você for um mega star bonitão pegador <strong>galã </strong><span style="text-decoration: line-through;">comedor</span> de<strong> hollywood</strong>, parabéns, você está no nível máximo de <em>inalcançabilidade</em> (termo cunhado por mim). O problema é que se um lado é mais inalcançável que o outro, o outro lado automaticamente corre mais atrás, e se fica correndo mais atrás do, se torna automaticamente menos interessante para o outro lado. <strong>O lado mais fácil sempre sofre mais</strong>. Vejamos um pequeno gráfico:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2318" title="gráfico_oferta" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/09/gráfico_oferta.jpg" alt="gráfico_oferta" width="550" height="424" /></p>
<p style="text-align: justify;">O gráfico é simples e mostra muito bem como funciona a <strong>lei da oferta e da procura</strong>. O ponto ideal demonstrado no gráfico é o ponto onde os dois lados se querem 50% . Óbvio, é a utopia e você seria idealista em acreditar na existência disso. Mas é claro, você pode chegar perto dele. Nunca seja o lado que procura mais. Queira 45% e deixe o outro lado querendo 55%. Quanto mais <em>blasé</em> você conseguir ser, mais inalcançável você será e automaticamente terá mais gente correndo atrás de você. Assim você se defende de ter que correr atrás dos outros e acabar sofrendo por isso. Eu sei, é cruel, mas a vida é assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu pessoalmente recomendo tentar manter um nível de inalcançabilidade próximo ao do parceiro (caso você queira uma coisa duradoura) para que ele não canse de correr atrás de você e vá correr atrás de outro. Ou seja, <strong>se quiser continuar o relaciomento</strong>, não seja inalcançável demais. <strong>Resumindo a lei? </strong>Quanto menos você procurar mais a outra pessoa te procura. O legal é que funciona, quer ver? Pense: a pessoa que menos te quer é a que mais você deseja.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda lei do amor dispõe sobre os elementos necessários para se criar um amor ou interesse mútuo.</p>
<p><em><strong>2. Lei da Fórmula do Amor:</strong> se existe vontade mútua de se encontrar várias vezes, atividade sexual satisfatória e intelectualidade/papo legal nos dois parceiros, ali estarás o amor verdadeiro.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Outra lei simples que funciona como uma poção química. Pegue os ingredientes necessários e terá a <strong>fórmula do amor </strong>(não, ele não é eterno, infelizmente). Sabendo administrar e não deixando tudo virar uma rotina, você será um experiente criador de amores (tanto em você mesmo como nos outros). Deixe faltar qualquer um destes ingredientes e a relação muda completamente para outro tipo. O <strong>gráfico de conjuntos</strong> abaixo representa bem isso:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2333" title="gráfico_lei_2" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/09/gráfico_lei_21.jpg" alt="gráfico_lei_2" width="550" height="354" /></p>
<p style="text-align: justify;">Explicando para leigos, como você <em>querido leitor</em>. Se as duas partes têm um papo interessante e e se encontram muitas vezes, teremos uma amizade. Se você se encontra muitas vezes só para trepar, transar, fazer sexo (ou como queira chamar) temos uma nítida <strong>relação de putaria, sacanagem, etc</strong>. Se os dois fazem sexo e possuem um papo legal temos uma relação de PA ou BA ou, como se fala nos Estados Unidos no <a title="MIT" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Tecnologia_de_Massachusetts" target="_blank">Institudo de Pesquisa do Massachusetts</a>, o <strong>MIT</strong> (onde eu estudei dez anos e concluí minha tese de doutorado), um<strong> <a title="Fuck Buddy" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Casual_relationship" target="_blank">Fuck Buddy</a></strong>. Um relacionamento aberto (&lt;mensagem secreta&gt; essa do relacionamento aberto é pra você<strong> <em>pessoa</em></strong>. Um beijo do Neto. &lt;/mensagem secreta&gt;). Se o interesse em se encontrar é mútuo e grande nos dois, o papo é legal e interessante para os dois e o sexo é satisfatório, parabéns (ou não)! Você está apaixonado (e a outra pessoa também).</p>
<p style="text-align: justify;">Estudando a fundo as leis do amor você corre o mínimo risco de sofrer. Além disso você poderá adminstrar seus relacionamentos de maneira que você sempre possa criar a situação de relacionamento desejada. Aprenda a ter conversas interessantes (leia bastante), aprenda a regular o número de encontros e, <span style="text-decoration: line-through;">porra!</span> amigo, <strong>aprenda fazer sexo</strong> de maneira satisfatória (eu mesmo sou péssimo em todos os aspectos, só sei na teoria mesmo).</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja querido leitor! Deixe de ser um banana! Seja o senhor(a) do seu destino. Uma pessoa total e absolutamente racional. Esqueça seus <strong>sentimentos e seus desejos</strong>. Seja uma rocha fria e dura que só tem vontade de estar com alguém quando e na hora que quiser. Tenha o mundo do amor às suas mãos. Chega de sofrimentos não-calculáveis e derrotas amorosas. Calcule todos os seus passos dentro de um relacionamento e pense em cada ato que fizer e o que ele te dará em troca. Controle seus impulsos. No começo você irá apanhar mas depois de aplicar e ser aplicado nas leis do amor você se tornará um mestre, assim como eu, que passei anos pesquisando o assunto  e tenho agora o <strong>título de doutor</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">E sim. <strong>Ninfetinhas lésbicas japonesas com tetinhas rosadas se beijando também amam</strong> (&lt;&lt;&lt; VEM NE MIM GOOGLE. CACHING!).</p>
<p><strong>Nota do autor:</strong> o texto é <strong>humorístico</strong> e mais ou menos irreal para o autor, que quando gosta de alguém, se entrega completamente e inteiramente, quase sempre sem medir as consequências nem se preocupando com qualquer sorte de sofrimento vindouro. Resumindo: quebro a cara sempre. Só me fodo nessa merda. <strong><em>Coração burro da porra</em></strong>. Doutor de araque.</p>
<p><strong>CONVITE AO LEITOR:</strong> comente se você já conhecia as leis do amor e se já utilizou elas a seu favor. Aguardo sua opinião pra gente levantar um debate legal e relevante aqui no Crepúsculo. <img src='http://www.netomacedo.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>***</p>
<p>1 &#8211; <strong>Pergunta pra pessoa da mensagem secreta inserida no texto:</strong> você aplica a lei da oferta e da procura em mim? Eu já respondo por mim: não. E você?</p>
<p>2 &#8211; <a title="Ann-Margareth" href="http://www.youtube.com/watch?v=1t3cBTb3xPc" target="_blank">Bye bye Birdie!</a> Lindo. <a title="Les Sucettes" href="http://www.youtube.com/watch?v=kFQpKKxbx6E" target="_blank">France Gall</a>, linda. <a title="Pirkko Mannola" href="http://www.youtube.com/watch?v=K-vYZwtDTHc" target="_blank">Pirkko Mannola</a>, maravilhosa.</p>
<p>3 &#8211; <a title="Think different - The crazy ones" href="http://www.youtube.com/watch?v=eUMFt_OImjA" target="_blank">Think different</a>.</p>
<p>4 &#8211; Leitores, voltei a compor. Em breve posto as músicas aqui no blog mais o link do meu myspace. Espero que gostem (e dêem opinião, né?). =)</p>
<p>5 &#8211; Já está sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha em São Paulo? Não????? Que absurdo. Palestras de profissionais renomados do mercado publicitário por um preço de congresso de fundo de quintal. Se você é publicitário e gosta de criação, confira as informações no <a title="Encontro Ésse-Vê" href="http://www.psvsite.com/encontro" target="_blank">site do evento</a> (é, tem um site).</p>
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		<title>Como entender os homens. Sério.</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 04:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Esses dias eu vi um post antigo do Pedro, aqui no Crepúsculo sobre como entender os homens. O post ficou engraçado e tudo (principalmente na parte em que ele fala como satisfazer um homem). O único problema é que eu acho que o Pedro tentou demais estereotipar o homem em três modelos, quando eu acho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Esses dias eu vi um <a title="Como entender os homens" href="http://www.ocrepusculo.com/2008/12/01/dicas-para-entender-os-homens/" target="_blank">post antigo do Pedro</a>, aqui no Crepúsculo sobre <strong>como entender os homens</strong>. O post ficou engraçado e tudo (principalmente na parte em que ele fala como satisfazer um homem).</p>
<p style="text-align: justify;">O único problema é que eu acho que o <a title="Pedro Turambar" href="http://twitter.com/pedroturambar" target="_blank"><strong>Pedro</strong></a> tentou demais estereotipar o homem em três modelos, quando eu acho que ninguém é igual desse jeito e sei lá. <strong>O buraco é mais embaixo</strong> (calma porra, eu sou macho). Acho que o Pedro foi despretensioso. E o meu post pretende ser o tratado final da natureza masculina. Isso quer dizer que eu quero chegar ao cerne da questão, o ponto crucial que define o comportamento de 99% dos homens, seja o comportamento que for.</p>
<p style="text-align: justify;">O papel do homem na sociedade sempre foi o de <strong>provedor</strong> (o speedy mesmo é naturalmente um homem. Até na incompetência). O homem sempre foi o desbravador, o bandeirante, o sexo que tinha que ter a coragem, sair de casa, matar uma porrada de bicho e trazer pro pessoal comer. Ele sempre foi o herói, o protetor, o <strong>fodão macho e forte  matador</strong> (nossa, acabei me descrevendo).</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo bem. A vida até então era tranquila. Tudo na santa paz e tal. Isso era o século XIX. Aí veio o século XX. O maldito séculozinho safado XX. E as mulheres começaram primeiro a estudar. Depois começaram a trabalhar. Mais uma década e elas já estava saindo de casa, indo na rua. Nos anos 60 houve a liberação feminina [quem nunca assistiu Chaves?]. Elas começaram a ficar independentes. Ocupar cargos de chefia. O homem foi ficando meio de lado na história. Hoje elas chegam ao absurdo de ter e <strong>criar filhos sozinhas</strong>, sendo provedoras e tudo mais. Uma perversão só.</p>
<p style="text-align: justify;">O papel de provedor e aventureiro era o que o homem tinha para criar sua própria identidade de viril, de macho. Hoje o homem não tem papel (e não é só soltar um grito do banheiro pra ter). <strong>O homem não sabe mais como ser homem</strong>. Ele não é mais porra nenhuma e tem somente duas coisas para provar sua masculinidade: o sexo ou correr riscos. No sexo ele acha que tem que ser o provedor universal do orgasmo feminino e se sente completamente responsável pelo prazer da parceira. Na parte de correr riscos é aquela hora que ele compra uma Harley Davidson e sai viajando, ou pula de para-quédas, ou larga o emprego para mudar de área <span style="text-decoration: line-through;">(ou veste uma cinta-liga)</span>.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem hoje sonha em viver pequenas aventuras, pequenos desafios. E é isso que as mulheres não entendem. Elas tem um senso prático enorme das coisas. Vão ao super mercado fazer feira. Cuidam bem da casa. Trabalham. E levam isso na boa. Elas vivem. Enquanto isso o homem fica sem suas aventuras. Sem seus super-heróis. Para os homens, viver normalmente  é viver uma vida que não devia ser a sua. É ser obrigado a se acostumar com essa <a title="Vida de merda" href="http://vidademerda.com.br/" target="_blank">vidinha de merda</a>. Vivemos entre o trabalho, o bar e a padaria. E a casa, é claro, onde a mulher nos espera com o rolo de macarrão na mão.</p>
<p style="text-align: justify;">No fundo no fundo, o que o homem quer é um pouco de carinho, e um pouco mais de interesse pelas &#8220;aventuras&#8221; dele. Nem que a aventura seja comprar aquela <strong>TV de Plasma de 50 polegadas</strong> que é cara pra caralho e você não quer deixar ele comprar de jeito nenhum. Poxa, dê um pouco de carinho pro cara. Dê um pouco de incentivo nessas banalidades. Deixe ele ser o herói da mesa do boteco.</p>
<p style="text-align: justify;">A essência do homem, no final das contas, é uma e sempre será essa uma. É se posicionar como homem e impressionar as mulheres. É igual a uma reportagem, que passou no <strong>Jornal Nacional</strong> há algum tempo (muito tempo) atrás. Matéria no <strong>garimpo de Serra Pelada</strong>, e o repórter entrevista um sujeito composto de lama e terra, junto de mais uns 1000 iguais a ele chafurdando atrás de ouro:</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas porque o senhor quer tanto achar ouro?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>- Pracumemuié uai!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E esse foi o grande gênio que desvendou o sexo masculino. Tudo o que o homem faz no mundo ele o faz pela mulher. Pode ser a até a própria mulher.  Nem sempre precisam ser todas. do mundo, pode ser só uma e única mulher. Empresas, carros, doutorados, <strong>concursos públicos</strong>, acúmulo de riquezas, arte, etc. Tudo que é produzido pelo homem tem, no fundo no fundo, a única e clara intenção de <strong>cumemuié.</strong> E quando o homem deixa de ser absolutamente importante para a mulher, seu mundo desmorona. Acabou-se o sonho.</p>
<p style="text-align: justify;">No mundo de hoje o sexo frágil e oprimido é o homem. Perdemos nossas referências e não sabemos quem somos. Mulheres, deixem-se impressionar. Nós gostamos. =)</p>
<p style="text-align: justify;">P.S.: Texto baseado na entrevista do <span style="text-decoration: line-through;">cabramacho</span> psicólogo <strong>Contardo Calligaris</strong> na Veja edição 2115 &#8211; ano 42 &#8211; nº 22 e numa <a title="Mário Prata Cumemuié" href="http://ruben.zevallos.com.br/2003/11/9/Pagina1293.htm" target="_blank">crônica legal do Mário Prata</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Vocês deviam seguir a <a title="Lini" href="http://twitter.com/lini" target="_blank">@lini</a> no twitter. Vamos simplesmente dizer que amanhã ela vai participar beeem ativamente do #lingerieday.</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Pessoal, façam uma campanha aqui nos comentários para a <a title="Naya" href="http://twitter.com/fouquet" target="_blank">@fouquet</a> participar do #lingerieday no twitter também. \o/</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; <a title="Poléxia" href="http://www.youtube.com/watch?v=XI4kV7DQmFw" target="_blank">Comerciais japoneses</a> são bizarros.</p>
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		<title>Dinamarca, reveillon, tangos e schnapps</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 03:49:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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		<description><![CDATA[A Dinamarca é como uma pedra de gelo num copo de whisky, aquele monte de gelo rodeado por um líquido bem, mas bem quente mesmo. Fiz uma média. Uma pequena pesquisa rápida nas imediações: parei na esquina e perguntei pra toda mulher que passava se ela queria transar. A quarta sempre respondia que sim. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Dinamarca é como uma <strong>pedra de gelo num copo de whisky</strong>, aquele monte de gelo rodeado por um líquido bem, mas bem quente mesmo. Fiz uma média. Uma pequena pesquisa rápida nas imediações: parei na esquina e perguntei pra toda mulher que passava se ela queria transar. A quarta sempre respondia que sim. A cada 10 mulheres que você chama pra transar em Copenhagen 2,5 aceitam na hora. E a cada 10 mulheres perguntadas se querem transar 0,8 te enchem de porrada. Vale a pena.</p>
<p style="text-align: justify;">Passava meus dias na <em>bodega</em>, um pub ao lado do hotel. A dona era uma velha que vivia me enchendo a cara de <em>schnapps</em>, de graça. Queria que eu experimentasse as bebidas da Dinamarca, mas só me dava <em>schnapps</em>. Eu insistia na <a title="Tuborg" href="http://www.tuborg.com/" target="_blank">Tuborg</a>. Os frequentadores eram os sempre frequentes e mesmos velhos de sempre. Por 40 dias eu via os mesmos velhos de sempre gritando e brigando em Dinamarquês. Claro que eu ficava no canto do balcão só observando. Dinamarquês não era minha praia.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes pegava o metrô pra <strong>Copenhagen</strong>. Passava no <a href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?uid=3449194780296023716&amp;pid=1203902927897&amp;aid=1203743752" target="_blank">museu</a> <a title="Erotica" href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?uid=3449194780296023716&amp;pid=1203903087997&amp;aid=1203743752$pid=1203903087997" target="_blank">do sexo</a> e ficava observando aquele monte de pênis, bocetas, filmes pornôs e acessórios. Uma putaria só. Depois daquilo descobri que eu tinha vários fetiches bizarros e gostos não tão comuns: por exemplo: a posição <strong>papai-e-mamãe</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá o sol nascia nove da manhã e ia embora 2 da tarde. Quer dizer, a luz nascia 9 da manhã. Chamar aquilo de sol é falta de respeito com a estrela. Não fiquei minimamente surpreso quando soube que o país apresenta a maior taxa de suicídio do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia fui para a festa de <strong>Reveillon</strong>. Mais especificamente no dia 31 de dezembro. Resolvi matar a saudade do Brasil, ou pelo menos da América Latina. Boate Mambo Bass ou algo do tipo, não vou me lembrar da merda do nome agora. Música latin. Uma boate digna. Quer dizer, pelo menos até começarem a chegar as pessoas. Um poquinho de música latina, algumas tuborgs e schnapps e pronto. Eu ia no banheiro e não podia usar porque as mulheres estavam usando os mictórios do <strong>banheiro masculino</strong> para urinar (sentadas em cima) ou estavam no espelho comparando os peitos umas com as outras. Eu achava aquilo ótimo pelo menos até umas quatro horas da manhã, quando já estava realmente apertado e tive que entrar na fila de mulheres pra usar o mictório. Mas antes disso passei algum tempo lá dentro, apreciando aquela cena.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois parti pra outro. Descobri que a boate era focado em um público, digamos, mais experiente. Gente de 30 a 50 anos. Eu, com 19, sobrava. Fiquei tomando cerveja até umas 2 da manhã, quando apareceu uma mulher lá querendo me pegar. Peguei. Ela tinha 54 e uma filha casada com brasileiro e acho que me pegou por causa disso. Me contentei com essa velha até umas 4 da manhã, quando descobri que tinha outra porcaria de ambiente na boate só para jovens, tocando <strong>hip hop</strong> (que não gosto, mas admito que atrai muita mulher boa) e dando cerveja de graça. Larguei a velha. Conheci um cara de <strong>Belo Horizonte</strong> e um outro do Camarões que tinha jogado na seleção do Camarões contra o Brasil na Copa de 94. Fomos para o a<em>mbiente jovem</em>.</p>
<div id="attachment_2020" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/07/dianamarca.jpg"><img class="size-full wp-image-2020" title="dianamarca-reveillon_neto_macedo" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/07/dianamarca.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Não peguei esses dois capetas</p></div>
<p style="text-align: justify;">Não peguei nada mas tomei muita cerveja. <strong>De graça até ônibus errado</strong>. Ficamos lá até umas 6. Me despedi do mineiro e o camaronense (que desapareceu no escuro quando apagaram as luzes), ficou lá com uma moça. Voltei para as velhas afinal, tinha obtido mais sucesso lá, sem falar na garçonete que era um ptelzinho.</p>
<p style="text-align: justify;">A velha de 54 tinha ido embora mas apareceu uma de pelo menos 65 que queria a qualquer custo dançar tango comigo. Quem me conhece sabe: não danço porra nenhuma. Mas como a boate já não tinha mais muita gente, resolvi <strong>realizar o sonho</strong> da velha. Nem sabia nem sei o que é tango, mas lembrei de meus primos dançando forró e pensei &#8220;música latina é tudo igual. Você dá umas encoxadas e foda-se o resto&#8221;. Dei umas encoxadas nela e ela não demorou a falar pra mim &#8220;nossa! Você tem sangue latino correndo nas veias garoto&#8221; e eu disse &#8220;é claro, sou brasileiro&#8221;. Aquela velha devia ter o <strong>esfincter</strong> completamente destruído (só pra deixar bem claro, essa velha eu não peguei). Saí de lá com o apelido de TDA, o terror dos asilos.</p>
<p style="text-align: justify;">Às 10 da manhã eu já não estava muito legal. Tava <strong>pra lá de marrakesh</strong>. Falei que ia embora e a velha falou que vinha junto. Eu disse que não e ela disse que sim. Fomos para um bar ao lado da estação central de metrô. Um pessoal mais novo me chamou pra sentar e eu sentei com a velha. Dois minutos e ela falou &#8220;vou ao banheiro&#8221; e no momento que ela saiu eu já falei pro pessoal &#8220;tô devendo quanto?&#8221; e eles &#8220;não tá devendo nada&#8221;. Joguei 50 kroner na mesa mesmo assim e parti para o metrô.</p>
<p style="text-align: justify;">Merda. Dormi no banco do trem. Acordei lá na puta que o pariu e só tinha árvore passando na janela. Neve e árvores. Pinheiros. Tudo igualzinho. Olhei pra frente e tinha um sujeito escornado ali. Tentei falar algo em inglês, pedir informação, mas o sujeito parecia morto. Isso era primeiro de janeiro às uma da tarde e as ruas eram só desertos. Pedi informação numa padaria e voltei. Dessa vez em pé pra não correr o risco de dormir., além de pegar o metrô sem bilhete porque não tinha mais um tostão. Maldita mania de brasileiro de deixar dinheiro em mesa mesmo o com as pessoas falando que não precisa. Cheguei em casa sem grana, cansado e com fome. Duas horas da tarde. <strong>Grande reveillon</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Já conhecem o blog de frases do Tenório Cavalcanti? <a title="Tenório Cavalcanti" href="http://fasesefrases.wordpress.com" target="_blank">Genial</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; A <a title="Lini Twitter" href="http://twitter.com/lini" target="_blank">@lini</a> está na Dinamarca e está fazendo uma cobertura interessantíssima de lá. Olhem <a title="Lini Youtube" href="http://www.youtube.com/user/alinetron" target="_blank">o youtube</a> dela também. Muita coisa legal lá.</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Tinha uma foto da velha até uns dias atrás. Hoje não tenho mais. Malditos computadores. =\</p>
<p style="text-align: justify;">4 &#8211; Se você tem um twitter, você deveria entrar <a title="How Hetero" href="http://www.stockholmpride.org/howhetero/" target="_blank">neste site</a> e descobrir o quanto você é hétero. Eu sou 94% hetero. Bom, já é alguma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">
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