Sem GPS, planos ou carro adequado, cruzando 17 países em 16.500km

Às vezes a vida nos oferece oportunidades inesperadas, cabe a nós abraçá-las ou deixá-las passar. No fim de dezembro recebi um convite um pouco estranho. O conteúdo era mais ou menos assim:

“Que tal participar de um rally onde a principal regra é utilizar como carro o pior pedaço de lata possível, que custe no máximo $300, para cruzar países onde a palavra ‘estrada’ pode ser substituída pelo termo conjunto de crateras”?

Sabendo da minha grande tendência a realizar feitos incrivelmente perigosos e estúpidos, a resposta não podia ser outra: sim, é claro que aceito!

Rally da Mongólia

O Rally da Mongólia acontecerá em Julho de 2015 e reunirá aproximadamente 240 times que partirão da Inglaterra passando por 17 países (em média) em 16.500km de chão. Já vi muitas coisas no mundo, mas as que ainda não vi encheriam páginas intermináveis de livros. Aceitar o convite para o Rally é uma oportunidade de dizer “sim, eu estive lá, e lá e lá também”.

Faço parte do time Yakin’ Around, onde (é claro) serei responsável por todo o trabalho de produção de vídeo e fotografias. Ainda falta definir alguns detalhes com patrocinadores, mas é provável que a experiência vire um documentário. Te aconselho fortemente a nos seguir pelo Facebook (link da fanpage) e a visitar o nosso site: www.yakinaround.com, se quiser acompanhar este projeto.

Também estão no time o Igor Gaelzer, proprietário da Nordweg (e dos produtos de couro mais lindos do mundo) e o Martin Spier, brasileiro baseado em Los Gatos, Califórnia fundador da HandsOn.TV e funcionário da Netflix.

Nossa rota: time Yakin' Around
Nossa possível rota

Sim, passaremos próximo ao Iraque e a Síria. Só espero não acabar virando notícia no Jornal Nacional com a chamada “grupo de brasileiros são degolados pelo Estado Islâmico”.

O Rally da Mongólia é um evento para levantar fundos para caridade. Temos que levantar no mínimo £1000. Metade será doado para a CoolEarth e a outra metade para uma instituição da nossa escolha. Se você quiser indicar alguma, é só responder a este email.

E por enquanto é só sobre Mongólia, perigos e viagens.