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	<title>Neto Macedo</title>
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	<description>Site do redator Neto Macedo</description>
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		<title>Bailarina &#124; Plano de Saúde Santa Casa Família</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 14:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes]]></category>
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		<description><![CDATA[O conceito da peça é baseado nos planos que fazemos ao longo de nossas vidas. O objetivo é mostrar o apoio e a presença constante  do Plano de Saúde Santa Casa Família na vida das pessoas através de uma história memorável e emocionante. FICHA TÉCNICA: Título: Anjos Cliente: Santa Casa de Montes Claros Redator: Neto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=26459749&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=26459749&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="601" height="338"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">O conceito da peça é baseado nos planos que fazemos ao longo de nossas vidas. O objetivo é mostrar o apoio e a presença constante  do Plano de Saúde Santa Casa Família na vida das pessoas através de uma história memorável e emocionante.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>FICHA TÉCNICA:</strong></p>
<p><strong>Título:</strong> Anjos<strong><br />
Cliente: </strong>Santa Casa de Montes Claros<strong><br />
Redator: </strong>Neto Macedo<br />
<strong>Direção de arte: </strong>Samuel Reis<br />
<strong>Produção:</strong> <a title="Contato Produtora de Vídeo em Montes Claros" href="http://www.elefantte.com/" target="_blank">Elefantte Produtora de Vídeo</a><br />
<strong>Agência:</strong> <a title="Agência de Publicidade e Propaganda em Montes Claros" href="http://www.elefantte.com/" target="_blank">Elefantte Agência de Publicidade e Propaganda</a></p>
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		<title>Ligeiramente fora de foco</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 15:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Literário]]></category>
		<category><![CDATA[ForaTadeu]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>

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		<description><![CDATA[Dez minutos para as sete da manhã. Seu Genesco, 70 anos de idade e pintor de paredes aposentado, assiste à movimentação do banco da praça onde está sentado. Diz que no tempo dele as pessoas sabiam fazer protesto, mas hoje essa molecada de universidade já não tem os ideais dos anos 70 e 80; escutam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dez minutos para as sete da manhã. Seu Genesco, 70 anos de idade e  pintor de paredes aposentado, assiste à movimentação do banco da praça  onde está sentado. Diz que no tempo dele as pessoas sabiam fazer  protesto, mas hoje essa molecada de universidade já não tem os ideais  dos anos 70 e 80; escutam música ruim e bebem coca-cola. Estudantes na  praça Dr. Carlos gritam palavras de ordem e usam apitos de festa  infantil, fazendo um barulho ensurdecedor. Nas lojas e prédios do centro  de Montes Claros curiosos olham pelas janelas e portas para saber o que  está acontecendo. Também, o movimento só foi divulgado na internet,  principalmente no twitter, site que a maioria das pessoas não têm acesso  ou não conhecem.</p>
<div id="attachment_3367" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_9.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3367  " style="border: 0pt none;" title="Seu Genesco assiste a banda passar" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_9.jpg" alt="#ForaTadeu Montes Claros Protesto Passeata" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Seu Genesco, nascido num tempo onde as pessoas sabiam fazer bagunça. Concorda com o movimento e não gosta do atual prefeito, mas hoje em dia prefere ver a banda passar.</p></div>
<p style="text-align: justify;">O movimento <a title="#ForaTadeu no Twitter" href="http://search.twitter.com/search?q=%23ForaTadeu" target="_blank">#ForaTadeu</a> iniciou na internet e teve sua segunda visita às ruas no dia 20 de  março, um sábado qualquer. Até então solenemente ignorado pela imprensa  local, mesmo tendo alcançando o Trending Topics Brasil semanas atrás,  desta vez contou com a presença tímida de alguns jornais televisivos,  como o Canal20 (Mastercabo) e InterTV (Globo). O maior lucro do evento  foi para o seu Zé, ambulante vendedor de picolés, que aumentou em 100%  as vendas no dia. &#8220;Hoje tem churrasco em casa&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Por volta de oito horas e dez minutos da manhã já exisitia um tapete  de cartazes contra a atual administração extendido no chão da praça.  Pessoas seguindo para o trabalho paravam para ler e perguntar o que  estava acontecendo logo que desciam do ônibus, mas não ficavam muito:  passeata é divertido e cívico mas o que paga as contas é o trabalho e este  não aceita atrasos.</p>
<div id="attachment_3368" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_417.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3368 " title="Manifestante na passeata #ForaTadeu" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_417.jpg" alt="Fotos #ForaTadeu" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Precavida, a manifestante tem escrito no rosto o objetivo de sua presença, caso perca a voz por causa do esforço gritando.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Enquanto o protesto se desenrolava, manifestantes se aproximavam de ônibus e carros parados no sinal vermelho pra mostrar cartazes aos motoristas e passageiros. Alguns buzinavam, alguns fechavam o vidro. Aparentemete, nenhum dos curiosos que ali assistiam ao protesto discordam dos manifestantes. Todos, quando perguntados, acham mesmo que o trabalho do governo não vem correspondendo às expectativas. Fabrício, lavador de carros na praça da Matriz, concorda com o protesto por ter sido demitido do antigo trabalho na prefeitura. Concorda com os manifestantes e dá um grito de &#8220;Fora Tadeu&#8221; enquanto responde à pergunta.</p>
<p style="text-align: justify;">Num dado momento a massa de gente começa uma romaria pelas ruas do centro da cidade. Mais curiosos saem nas portas e janelas para se inteirar do que está acontecendo e assistir ao &#8220;apitaço&#8221; e o trânsito lento. Alguns olham pela fresta e ao terem a câmera apontada para seus rostos, entram rápidamente pra dentro de casa. Medo? Talvez timidez.</p>
<div id="attachment_3369" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_995.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3369 " title="Manifestante puxa o coro" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_995.jpg" alt="Fotos #ForaTadeu" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestante puxa o coro &quot;putaquepariu, é o pior prefeito do Brasil&quot; mesmo sem meios de mensurar o valor qualitativo da eficiência da administração</p></div>
<p style="text-align: justify;">Ao chegar à Praça de Esportes, famoso reduto de prostitutas e malandros durante a noite e camelôs e trabalhadores durante o dia, mais pessoas se juntam à massa e acompanham o coro. Palavras de ordem são ditas e o negócio todo estava realmente muito ordenado. Não houveram incidentes com a polícia e a manifestação seguiu calma. De acordo com algumas placas o movimento #ForaTadeu é apartidário e apolítico. Apartidário talvez, apolítico nunca. O ser humano é político em todas as suas relações.</p>
<p style="text-align: justify;">O tão esperado Programa CQC (Custe o que custar) da Band não deu as caras no evento. Provavelmente porque custaria muito. Mesmo assim, era grande a presença de fotógrafos amadores, prontos para levar suas imagens para o twitter e blogs para mostrar como foi aos que não puderam comparecer, e claro, enviar algumas fotos para o queridinho dos jovens com consciência política, Marcelo Tas.</p>
<div id="attachment_3370" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_37.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3370 " title="O cansaço do manifestante é remediado por um refrigerante" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_37.jpg" alt="Fotos #ForaTadeu" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Já pelo fim, o calor e o cansaço é evidente, e comprar um refrigerante pra matar a sede já não parece tão capitalista.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Tereza trabalha como atendente de balcão numa pastelaria qualquer ali nas imediações da Praça. Acha que o pessoal exagerou e estão lutando por uma causa natimorta. Perderam o foco, assim como algumas fotografias apresentadas com este texto. O certo seria #AcordaTadeu, um movimento voltado para a cobrança, e não expulsão. Na prática o protesto mudaria de emprego, ao invés de leão-de-chácara enxotando pessoas pra fora de estabelecimentos, seria firma de cobrança, que liga todos os dias azucrinando a vida do camarada, mas não coloca ninguém na rua. &#8220;Mas de qualquer forma, eu não sei de nada não, eu sou uma moça besta, eu nasci foi na roça, não é?&#8221;. É Tereza, é verdade. Tirar prefeito é meio complicado.</p>
<div id="attachment_3376" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_82.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3376 " style="border: 0pt none;" title="Ligeiramente fora de foco" src="http://www.netomacedo.com/wp-content/uploads/2011/03/FORATADEU_999_82.jpg" alt="Fotos #ForaTadeu" width="550" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos ligeiramente fora de foco, assim como o protesto</p></div>
<p style="text-align: justify;">Como manifestante também cansa, a passeata chega ao fim na mesma praça de inicio, a praça Dr. Carlos. Discursos são feitos e cidadãos falam no púpito para trabalhadores, agora já esperando o ônibus para voltar pra casa. Salva de palmas e o movimento se encerra. Pego meu rumo. Fotógrafo também cansa.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu Genesco talvez esteja certo sobre a  situação da cidade. Seus dois filhos, formados em economia e letras pela  Unimontes, não seguiram carreira pois não acharam emprego. Trabalham  hoje como pintores, como o pai trabalhou um dia. Não viram a passeata porque não pegam onibus pra trabalhar. Os tempos estão mudando.</p>
<p style="text-align: justify;">Os fotógrafos lambe-lambe da praça não registraram o evento.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1. Texto e fotos por <a title="Redator Publicitário" href="../" target="_blank">Neto Macedo</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Mais fotos do protesto <a title="Fotos #ForaTadeu" href="http://www.flickr.com/photos/netomacedo/sets/72157626307141722/" target="_blank">no meu flickr</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">3. Se você está em alguma foto e não gostou, é só enviar um email ou comentário que retiro a foto imediatamente. =)</p>
<p style="text-align: justify;">4. Clique nas fotos para ampliar.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Não estou nem a favor nem contra o protesto, nem a favor nem contra o prefeito. Fui só como visitante para registrar minhas próprias impressões do evento.</p>
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		<title>Crônica: Camadas sobrepostas de branco</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 08:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que bom que você mora perto porque se virarmos amigos a gente pode sair pra tomar cerveja ali na esquina. De cerveja eu não gosto. E gosta do que? Gosto de cachaça. Excelente. Aí ela perguntou se eu queria ser amigo dela. Como eu fiz que sim ficamos amigos. Você é de onde? Não importa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Que bom que você mora perto porque se virarmos amigos a gente pode sair pra tomar cerveja ali na esquina. De cerveja eu não gosto. E gosta do que? Gosto de cachaça. Excelente. Aí ela perguntou se eu queria ser amigo dela. Como eu fiz que sim ficamos amigos. Você é de onde? Não importa. Se eu te pedisse um beijo qual seria a resposta? Isso é puramente hipotético né? A resposta seria depende? Nunca se pede um beijo. Então eu a puxei pra perto e a beijei e depois sorvi o conteúdo do copo e a beijei de novo e sorvi o conteúdo dos lábios dela. Não necessariamente nesta ordem. Noite ébria aquela. E depois sentamos em uma escada qualquer e eu a olhava com aquela cara de me convida pra entrar e ela me olhava com aquela cara de quem convida pra entrar na primeira noite é puta ou pelo menos parece puta e eu não quero parecer puta. Eu a abraçava tão forte que parecia querer juntar os dois corpos num só enquanto apalpava toda extensão do corpo dela numa enorme pressa de conhecer toda aquela pele branca. Ela entrou e eu fui embora com aquela cara de amigos de verdade não se beijam na boca ou pelo menos não deveriam. Acenei com a mão. No outro dia eu acordei e acenei com a mão em direção ao despertardor. O já famoso gosto de cabo de guarda-chuva na boca e uma vontade icontrolável de prosseguir com aquela amizade. Hoje às nove? Hoje às nove. Falei pro porteiro vou no apartamento tal. Chama a fulana e fala que o Fulano tá aqui. Subi. Sofá e uns negões dançando e tremendo na emitivi. Mais beijos mais pele branca e mais abraços fortes e peraí que eu tenho um segredo. É bom ou ruim? Depende do seu ponto de vista. Dependia. Ou era lésbica ou tinha um namorado. Tinha um namorado. Era ruim, quer dizer, mais ou menos ele mora aqui? Mora longe. Então era bom, quer dizer, me beija. Se sente culpada? Não, quer dizer, me sinto culpada por não sentir culpa nenhuma. Pensei no pierrot e no harlequim e na colombina quando uma só ama dois e dois só amam uma. Mas eu não amava ninguém ainda naquele tempo e não falei porra nenhuma sobre pierrot nem sobre harlequim nem sobre colombina. Então foi uma sucessão de convites primeiro para o apartamento depois para a varanda e depois para o sofá numa sucessão infinita de ofertas e convites até ser convidado para entrar entre as pernas dela e dizer deslumbrado nossa, como sua pele é branca. Branca como? Como baunilha. Queta, baunilha é horrível e eu pensei em discorrer durante toda a noite sobre a imensidão de brancura da pele dela feito folha branca nova ou leite ou nuvens ou cocaína ou heroína que de tão branca parecia artificial mas não falei porra nenhuma. Baunilha foi uma analogia infeliz mesmo. E depois de noites e mais noite após noite mais noites e manhãs sucessivamente numa lua de mel sem fim porque tudo era novo e cada toque e cada olhar era novo como ouvir uma música pela primeira vez enchemos a cara de álcool e intimidade mais luas-de-mel mais eu estou apaixonado. Pô! Você disse o que eu estava querendo dizer há duas semanas mas não tinha coragem porque não tinha garantias da sua resposta. Pô! Porque não disse logo então diz agora. Não digo diz não digo diz não digo diz. Tô apaixonada. Aquilo soou extremamente maligno e sensual e eu gostei. Quem diria eu, um destruidor de relacionamentos. Mais beijos. Descobri a parte do seu corpo que mais gosto e coloquei a mão no peito dela. Você gosta mais do meu peito? Não, do seu coração. Não sei onde você arruma essas frases tão ridículas mas ao mesmo tempo tão fofas. Respondi que que achava as frases em filmes de quinta categoria, que só passavam de madrugada. Nosso filme só passaria de madrugada. Mas isso eu não disse. Noutro dia ela não tinha mais namorado e eu tinha um relacionamento aberto. A vida é assim meu bem, sexo é liberdade e amor é culpa. Uma culpa gostosa e safada e uma grande responsabilidade também. Estar com alguém apaixonado é estar responsável pelo sofrimento potencial de outra pessoa. E a cada dia mais ossos e carne coberta de brancura infinita e a cada olhar um abismo cheio de cumplicidade. Eu adoro seu cheiro. E eu lá tenho cheiro? Tem, claro que tem. Você tem cheiro de você.  No colo dela eu reclamo o dia inteiro de coisas banais como merda, tenho que aprender francês ou merda, tenho que terminar  de escrever uma coisa que comecei a escrever ontem. E agora vou vivendo cada dia como se fosse o último e ficamos sem vergonha de sentir, de tocar, cheirar.  Resolvemos que não somos normais e que não temos que ser e que somos especiais porque somos nós. Porque nos encontramos.</p>
<p style="text-align: justify;">Falhei na descrição da brancura da pele dela mas o Rubem Fonseca fala por mim. &#8220;<em>A cor da pele [...] tem a brancura do lírio das heroínas dos romances antigos, um lírio branco, profundo, camadas de branco superpostas, um abismo de alvura sem fundo. Como o branco do meu sonho, um sonho em que não há pessoas nem tramas, nem objetos, só a cor branca e a cor preta, no sonho tudo começa em trevas profundas e nada se vê na escuridão. Subitamente tudo fica claro, mas também nada se vê na luz cegante</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; <strong>Pedido especial do Neto.</strong> Continuo com minhas crônicas experimentais ou elas estão chatas? Gostou? Diz aí.</p>
<p style="text-align: justify;">2 -Descobri uma banda que eu gosto e que você <a title="Coeur de Pirate Ensemble" href="http://www.youtube.com/watch?v=t5XwM6gZCkY" target="_blank">provavelmente não vai gostar</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Todo dia eu descubro uma <a title="Tanto Mar Chico Buarque" href="http://www.youtube.com/watch?v=hdvheuHhF2U" target="_blank">música nova legal</a> do Chico Buarque.</p>
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		<title>Crônica: Carnaval de porrada</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 13:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;É esse o bar que falei&#8221; disse Amico. &#8220;E não podia ser outro até porque nessa cidade de merda só tem um bar&#8221; disse isso e foi entrando, eu atrás, não conhecia ninguém naquela cidade de merda. O Amico sentou -se numa mesa com uns caras e eu sentei-me no balcão &#8220;manda uma dose de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8220;É esse o bar que falei&#8221; disse Amico. &#8220;E não podia ser outro até porque nessa <strong>cidade de merda</strong> só tem um bar&#8221; disse isso e foi entrando, eu atrás, não conhecia ninguém naquela cidade de merda. O Amico sentou -se numa mesa com uns caras e eu sentei-me no balcão &#8220;manda uma dose de uísque camarada&#8221;. Depois eu sentei no banheiro e puxei minha cartela de <strong>remédio pra garganta</strong> e mandei as vinte pílulas, a cartela inteira, goela abaixo, pílula por pílula entre goles de uísque. Saquei a bula e conferi os <strong>efeitos adversos do remédio</strong> caso misturado ao álcool &#8220;em caso de ingestão conjunta com álcool o paciente pode sentir alucinações, calafrios, deslocamento do globo ocular e visão de vultos e luzes. Pensei nos caras que escrevem bula de remédio. Nunca conheci nenhum. Pensei no meu copo de uísque e lembrei do Amico. Voltei pra mesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Eram uns sujeitos de cara feia que ficavam encarando e eu olhei pro Amico e pensei &#8220;essa turma não era boa&#8221;. Um dos caras ficou me encarando e eu falei &#8220;como é meu chapa, quer levar uma bolacha?&#8221;. O sujeito veio se encrespando pra cima de mim e eu mandei um soco nos cornos dele. Pra cima de mim não rapá. O pessoal da turma dele mandou uma cadeira voadora pra cima de mim que passou longe e foi parar na mesa de uns veados que estavam sentados lá atrás. O veado mais parrudo levantou-se e gritou &#8220;cadeira em mim não, meu bem&#8221; e veio com a veadada toda pra cima da turma do <strong>atirador de cadeiras</strong> já descendo a porrada e em poucos segundos o cacete comeu no bar e as garrafas e as mesas começaram a voar também <strong>plaft crash prim tóf </strong>e eu me escondi atrás de uma pilastra e <strong>CRASH</strong> uma garrafa se espatifou na pilastra e uma mulher veio gritando pra mim me ajuda (!) me ajuda (!) me ajuda (!) e eu mandei um soco na boca dela só pra ver o sangue e os dentes dela voarem por tudo que é lado e então eu senti um puxão no braço e vi que era o Amico e eu calma porra ainda não fiz minhas apostas e ele dizia &#8220;não fode porra, não fode que tú já ouriçou o bar inteiro e se você não sair comigo sou eu que vou te ouriçar&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu não sou bobo e <strong>o Amico era um puta jumento ignorante e forte</strong> eu fui com ele mas mesmo assim apostei mentalmente na turma dos veados. Veado parece mulher mas na hora da porrada bate que nem homem e os veados lá do bar eram grandes pra burro. Saímos pra uma praça lá perto e eu perguntei se um cara do meu lado tinha isqueiro pra eu acender um cigarro e como ele não respondia eu falei &#8220;como é rapá! Não vai responder? Tu é grande mas não é dois&#8221; e o cara continuou imóvel e eu mandei um tabefe nele mas ele não caiu, tinha uma cara dura pra caramba. &#8220;Durão hein, durão&#8230;&#8221; eu disse mas o Amico me cortou &#8220;tá maluco? Conversando com poste caralho? Quer saber vou-me embora que de ti eu já estou cheio. Falei pra parar de tomar essa porra pra garganta&#8221; e saiu andando e eu fiquei falando com o cara do lado que na minha garganta não entrava porra nenhuma e que isso era coisa de baitola boqueteira.</p>
<p style="text-align: justify;">Resolvi caminhar pela cidade e conhecer o terreno. Era uma <strong>cidade muito bonita </strong>porque era muito bem iluminada e dos postes das ruas saíam luzes de várias cores e matizes diferentes roxo azul amarelo rosa e até mesmo cores que eu nunca tinha visto na minha vida. Cheguei na porta de um cemitério e resolvi entrar porque, tinha certeza, vi alguém entrando. Sentei-me na beira de uma cova de pobre com uma cruz enfiada na terra e a terra estava tão úmida e quente e macia que parecia uma  grande e acolhedora vagina e eu comecei a cavar e cavar e cavar até encontrar uma caveira. Acendi um cigarro pois me lembrei que tinha um isqueiro no bloso da camisa e me lembrei de <strong>Shakespeare</strong>. Depois me lembrei de <strong>Hamlet</strong>. Peguei a caveira na mão e falei &#8220;ser ou não ser, eis a questão. Qual a resposta?&#8221;. Como a caveira não respondia arremessei-a com força contra um muro e observei ela se quebrando em mil pedaços. Caveira filha da puta.</p>
<p style="text-align: justify;">Era um dia ruim pois todos estavam me ignorando e eu resolvi vagar pela cidade e vaguei vaguei vaguei até entrar numa rua e um cara me puxar &#8220;tá procurando a festa do Feitosa?&#8221;. Respondi que estava e ele me apontou um portão onde eu entrei e fiquei caminhando entre as pessoas até pegar um <strong>copo de uísque</strong> para continuar andando e andando e andando até sentir uma mão pesar sobre a minha bunda. Olhei pra trás pra me deparar com uma preta com a cara toda sorrisos pra mim e eu perguntei &#8220;foi você que apertou a minha bunda?&#8221; e ela respondeu &#8220;foi&#8221; num tom desafiador. Passei o copo de uísque para minha mão esquerda e enfiei-lhe a mão na bunda e apertei com gosto aquela <strong>bunda grande</strong>, espalhada e gelatinosa. Ela me olhou e disse &#8220;vais fazer só isso meu bem?&#8221; no que eu respondi &#8220;é, só isso&#8221; e completei &#8221; também não poderia foder com você pois agora é noite e é escuro e eu não conseguiria te enxergar no breu&#8221;. A amiga dela me chamou de grosso e eu cuspi na cara dela e sentei-lhe a mão na mesma cara para logo limpar na camisa pois a mão tinha ficado suja de minha própria saliva que eu havia cuspido e eu achei aquilo uma nojeira só.</p>
<p style="text-align: justify;">Saí da festa e vaguei vaguei vaguei como nunca havia vagado antes e lembrei do <strong>Fernando Sabino</strong> e depois lembrei do <strong>grande mentecapto Raimundo Giramundo</strong> e pensei sobre o quanto ele já havia vagado mais que eu e tive inveja. Sentei numa praça ao lado de uma barraquinha azul com garrafas de pimenta caseira que possuía um velho bem velho que ficava sentado do lado da barraca como um cão de guarda. Não sei quanto tempo fiquei ali sentado só sei que quando decidi me levantar eu senti que não tinha mais a carteira no bolso e falei pro velho &#8220;roubaste minha carteira velho. Ou devolve ou te parto a cara&#8221;. Como o velho não se mexeu eu disse &#8220;fica parado que eu vou te revistar&#8221; mas quando encostei a mão na jaqueta do velho ele me deu um safanão e pegou uma <strong>garrafa de pimenta</strong> e lançou-a na minha cara mas eu fui rápido e desviei, peguei uma garrafa maior e fui com força na moleira do velho que caiu no chão assim como os cacos da garrafa e as pimentas. Senti muito medo principalmente porque não tinha mais carteira e dinheiro pra pagar a garrafa quebrada e um pouco de medo pela possibilidade de ter matado o velho. Me virei de costas e corri corri corri até chegar numa padaria e me sentar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eram seis horas da manhã e eu pedi um uísque. Na padaria não tinha uísque. Pedi um <strong>café e um pão com salame</strong>. Pela porta entrou o  sujeito que tinha me olhado feio no bar e pelo estado da cara dele percebi que eu tinha ganho a aposta para a turma dos veados. Entrei no banheiro e me deparei com uma bunda, uma senhora bunda faxineira de quatro lavando um vaso sanitário. Coloquei a mão na boca da bunda e levantei a sua saia e comecei a foder foder foder como nunca tinha fodido antes e me lembrei do <strong>Marquês de Sade</strong> e fodi mais ainda. A bunda era forte e tentava se desvencilhar de mim mas eu também sou forte e segurava ela com força e quando terminei, ainda com a mão na boca da bunda, vi que ela me olhava com os olhos vermelhos e cheios de terror e eu me pus de pé e falei &#8221; se abrir a boca eu te cubro na porrada&#8221; e saí do banheiro. Voltei para minha mesa na padaria e o sujeito que tinha me olhado feio ainda estava lá mas ele não me encarava mais. Olhei pra porta e vi a turma de veados entrando.</p>
<p style="text-align: justify;">Calmamente acendi um cigarro e dei um trago. Soprei a fumaça. Olhei para o veado parrudo. Pela cara dele, <strong>fim de carnaval</strong> pra mim.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Se encontrarem algum erro me avisem porque o texto é muito grande e provavelmente deixei passar algo. E digam o que acharam do personagem principal, qual a justificativa da violência dele?</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Já estão sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha. Tô lembrando de novo só pra ninguém esquecer. <a title="Evento Sem Vergonha" href="http://www.psvsite.com/encontro" target="_blank">Site do evento aqui</a>. =)</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; O Hugo Meira agora escreveu sobre uma frescura psicológica dos <a title="16 tipos de personalidades humanas" href="http://www.portalmeira.com/2009/09/os-16-tipos-de-personalidades-humanas.html" target="_blank">16 tipos de personalidades</a> humanas. O meu tipo de personalidade é o ICGM (inteligente, charmoso, garboso e modesto). Visite e descubra a sua personalidade (provavelmente é LFIC, leitor fiel inteligente do Crepúsculo).</p>
<p style="text-align: justify;">4 &#8211; <a title="Comercial Japonês" href="http://www.youtube.com/watch?v=VHY96IxT04k" target="_blank">Comercial japonês</a> bizarro do inferno.</p>
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		<title>Anjos &#124; Santa Casa de Montes Claros</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 15:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
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		<description><![CDATA[Anjos são seres que cuidam das pessoas e aparecem principalmente nas horas difíceis. Alguns acreditam em anjos e outros não. O que o comercial quer realmente passar é que nos anjos da Santa Casa, você pode acreditar (principalmente porque agora seus serviços são certificados pelo Ministério do Estado da Saúde e pela Organização Nacional da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="600" height="338" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=15886232&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ff3333&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=15886232&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ff3333&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Anjos são seres que cuidam das pessoas e  aparecem principalmente nas horas difíceis. Alguns acreditam em anjos e  outros não. O que o comercial quer realmente passar é que nos anjos da  Santa Casa, você pode acreditar (principalmente porque agora seus  serviços são certificados pelo <strong>Ministério do Estado da Saúde</strong> e pela <strong>Organização Nacional da Creditação</strong>). <strong> </strong></p>
<p><strong>FICHA TÉCNICA:</strong></p>
<p><strong>Título:</strong> Anjos<strong><br />
Cliente: </strong>Santa Casa de Montes Claros<strong><br />
Redator: </strong>Neto Macedo<br />
<strong>Direção de arte: </strong>Samuel Reis<br />
<strong>Produção:</strong> <a title="Contato Produtora de Vídeo em Montes Claros" href="http://www.elefantte.com" target="_blank">Elefantte Produtora de Vídeo</a><br />
<strong>Agência:</strong> <a title="Agência de Publicidade e Propaganda em Montes Claros" href="http://www.elefantte.com" target="_blank">Elefantte Agência de Publicidade e Propaganda</a></p>
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		<title>Crônica: O Psicanalista</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 02:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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		<description><![CDATA[Se eu pudesse te comia toda, sem dó nem piedade. Aprendi a ser assim com o Balzac. Ele sempre dizia que a frase inicial de uma conversa com uma mulher devia ser sempre a mais impactante. Tem que ser direto, linguagem de bandido, é a bolsa ou a vida. Ela olhou como que pra ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Se eu pudesse te comia toda, sem dó nem piedade</strong>. Aprendi a ser assim com o Balzac. Ele sempre dizia que a frase inicial de uma conversa com uma mulher devia ser sempre a mais impactante. Tem que ser direto, linguagem de bandido, é a bolsa ou a vida. Ela olhou como que pra ter certeza que eu falava com ela mesmo. É isso mesmo, te comia toda, tirava foto, te chupava até os ossos do cotovelo e te vestia com seu salto alto, pra depois te comer de novo. Agora definitivamente ela sabia que eu falava com ela. Tirou um papel da bolsa, escreveu um telefone me entregou e foi embora. Guardei o papel. Andei um pouco e me sentei num bar-padaria-loja-de-conveniência e esperei até a garçonete resolver me atender. Atendeu. Enfiei um papel-bilhete que tinha preparado dobrado no bolso dela. Ela tirou e abriu uma aba. Abriu outra. Mais outra. Mais uma aba. Abriu o guardanapo até ele ficar todo aberto. Tinha um palito de dente no meio e a frase &#8220;precisa de um pau? Escolha o meu porque é mais grosso que esse na sua mão. O lenço a gente usa mais tarde&#8221;. Ela riu pra mim e saiu. Resolvi tirar do bolso o papel que a mulher que eu comeria toda tinha me dado e realmente tinha um telefone, mas o nome escrito era um nome de homem. José da Silva, Psicanalista. Não sou louco. Liguei. Alô Dr. José, aliás, tira o doutor porque psicólogo não é doutor porra nenhuma. Você acha que eu sou louco José? Eu vou gozar José. Eu vou gozar Maria. Eu vou gozar a vida do jeito que eu quiser, e se eu fizer cagada eu sei limpar, tu não vem cagando regra que na regra que tu caga eu vou pisar. Aí eu parei de citar Gabriel. O Pensador, não o Marquez. Parei de rimar. Afinal, rima é coisa de viado, e mulher quando ouve rima quer casar, e eu quero é foder. Saí e caminhei pela cidade até dar numa praça. Encontrei uma mulher sentada num banco e decidi que ia sentar também. Esperei um poco. Fui chegando perto do ouvido dela. Comecei a cantar bem baixinho aquela música do Fábio Júnior: &#8220;Senta aqui. Não tenha tanta pressa. Senta aqui! Porque toda essa angústia? Não fique aí tão quieta. Quebra o teu silêncio. Se abre comigo&#8230;&#8221;. Ela se abriu comigo quer dizer ela abriu a bolsa e puxou uma faca e falou passa o dinheiro senão eu te furo. Enfiei as mãos nos bolsos e só tinha o telefone do psicanalista que imediatamente entreguei a ela. Ela leu aquilo e não sei o que se passou na cabeça da desgraçada mas ela largou a faca e começou a chorar. Fui embora porque mulher chorando não precisa de foda. Precisa de psicanalista. E eu precisava foder, precisava foder, foder, foder. Resolvi passar no bar do Balzac e conversar entrecopos e entrelinhas. Aquela ali tem cara de puta, não tem? Aquela? Aquela é uma santa. É até ministra na igreja. Mas o Balzac sempre foi irônico e, afinal, seu bar era um bordel. Sem falar que eu desconfio das santas, e pra mim ela parecia mais ministra do boquete, ministra do anal ou ministra do caralho a quatro. Caminhei até ela pra ver se ela não tinha pra me apresentar alguma assessora de imprensa de seu ministério, daquelas que te imprensam na parede mesmo. Oi princesa. Ela disse que era 300 paus e eu perguntei se ela parcelava. &#8220;No amor não existe parcela nem prazo meu bem, tem que ser a vista&#8221;. Como eu andava meio quebrado, perguntei se o Balzac não me ajeitava uma permuta, afinal, era renomado taxidermista, e podia empalhar qualquer bicho seco pra enfeitar o bar do homem. É engraçado como vocês sempre aparecem na minha vida Sr. José. Vocês psicanalistas sempre aparecem na minha vida por coicidência. O Balzac pediu que eu empalhasse um psicanalista e cá estou eu, no seu consultório, contando esta história. Não sei se ele fez o pedido de forma irônica, mas o Balzac nunca quebra uma promessa de permuta. Hoje vou foder alguém.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Crônica curta hoje. Espero que tenham gostado do final.</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Já viram o comercial que a gente aqui na <strong><a title="Elefantte Agência de Publicidade e Propaganda e Produtora de Vídeo" href="http://www.elefantte.com" target="_blank">Elefantte</a></strong> criou pra um evento contra o câncer? Ficou cuti-cuti. <a title="1ª Jornada Contra o Cancer" href="http://www.elefantte.com/comercial-propaganda-hospital-dilson-godinho/" target="_blank">Clique aqui pra ver</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Tô pensando em publicar um e-book com uma espécie de coletânea de crônicas minhas. O que vocês acham?</p>
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		<title>Hospital Dilson Godinho &#124; 1ª Jornada Contra o Câncer</title>
		<link>http://www.netomacedo.com/hospital-dilson-godinho-1%c2%aa-jornada-contra-o-cancer/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 16:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Elefantte]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Dilson Godinho]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada Contra o Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>

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		<description><![CDATA[Comercial para a 1ª Jornada Contra o Câncer do Hospital Dilson Godinho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="331" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11339713&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="331" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11339713&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Comercial para a 1ª Jornada Contra o Câncer do Hospital Dilson Godinho.<br />
<strong>FICHA TÉCNICA:</strong></p>
<p><strong>Título:</strong> Felicidade<strong><br />
Cliente: </strong>Hospital Dilson Godinho<strong><br />
Redator: </strong>Neto Macedo<br />
<strong>Direção de arte: </strong>Samuel Reis<br />
<strong>Produção:</strong> Elefantte<br />
<strong>Agência:</strong> <a href="www.elefantte.com" target="blank">Elefantte</a></p>
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		<title>Devassa &#124; Qual delas é?</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 19:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[portfolio]]></category>
		<category><![CDATA[Anúncio]]></category>
		<category><![CDATA[Cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[Devassa]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel Reis]]></category>

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		<description><![CDATA[Ação no YouTube e anúncio de revista criados para a a Cervejaria Devassa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ação no YouTube e anúncio de revista criados para a a Cerveja Devassa para o site Portfolio Sem Vergonha (www.psvsite.com).</p>
<p><strong>Título: </strong>Qual delas é?</p>
<p><strong>Cliente: </strong><a title="Devassa Cerveja" href="http://www.devassa.com.br/" target="_blank">Devassa</a></p>
<p><strong>Redação:</strong> Neto Macedo<br />
<strong>Direção de arte:</strong> <a href="http://www.krop.com/samuelreis">Samuel Reis</a></p>
<p><strong>- Shortlist:</strong> <a href="http://psvsite.com/tops/?p=386" target="_blank">peça presente no shortlist</a> dos dois juris participantes no Portfolio Sem Vergonha sendo eles Jean Boechat, diretor de criação online da <a href="http://www.jwt.com.br">JWT</a> e <a href="http://myspace.com/lulina">Luciana Lins</a>, redatora da Moma.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/neto_macedo_samuel_reis_devassa_qual_delas_11.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-169 aligncenter" title="Anúncio Cerveja Devassa | Qual delas é?" src="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/neto_macedo_samuel_reis_devassa_qual_delas_11.jpg" alt="Anúncio Cerveja Devassa | Qual delas é?" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/neto_macedo_samuel_reis_devassa_qual_delas_21.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-170 aligncenter" style="border: 0pt none;" title="Anúncio Cerveja Devassa | Qual delas é? 2" src="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/neto_macedo_samuel_reis_devassa_qual_delas_21.jpg" alt="Anúncio Cerveja Devassa | Qual delas é? 2" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/neto_samuel_devassa_qual_delas_youtube.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-97 aligncenter" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="Anúncio Cerveja Devassa | Qual delas é? [youtube]" src="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/neto_samuel_devassa_qual_delas_youtube.jpg" alt="Anúncio Cerveja Devassa | Qual delas é? [youtube]" width="450" height="148" /></a></p>
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		<title>Cultura Inglesa &#124; Pixels</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 19:26:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
				<category><![CDATA[impressos]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura Inglesa]]></category>
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		<category><![CDATA[Neto Macedo]]></category>

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		<description><![CDATA[Anúncio criado para divulgar o novo método de ensino online da escola Cultura Inglesa, o e-board.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anúncio criado para divulgar o novo método de ensino online da escola Cultura Inglesa, o e-board, para o site Portfolio Sem Vergonha (www.psvsite.com).</p>
<p><strong>- Ouro:</strong> <a href="http://psvsite.com/tops/?p=314" target="_blank">vencedora do brief</a> no Portfolio Sem Vergonha tendo como júri o redator <a href="http://zecamartins.blogspot.com">Zeca Martins</a>.</p>
<p><strong>Título:</strong> Pixels</p>
<p><strong>Cliente: </strong><a title="Cultura Inglesa" href="http://www.culturainglesa.net" target="_blank">Cultura Inglesa</a></p>
<p><strong>Formato:</strong> página-dupla de revista</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/cultura_inglesa_pixelart_neto_macedo1.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-87 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="Anúncio Cultura Inglesa | Pixels" src="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/cultura_inglesa_pixelart_neto_macedo1.jpg" alt="Anúncio Cultura Inglesa | Pixels" width="450" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/cultura_inglesa_pixelart_neto_macedo2.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-88 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="Anúncio Cultura Inglesa | Pixels 2" src="http://netomacedo.com/wp-content/uploads/2009/08/cultura_inglesa_pixelart_neto_macedo2.jpg" alt="Anúncio Cultura Inglesa | Pixels 2" width="450" /></a></p>
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		<title>Crônica: Estado de Minas &#124; Culto</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 16:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto Macedo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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		<category><![CDATA[Estado de Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal]]></category>

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		<description><![CDATA[Alô. Alô? Opa, é do Estado de Minas? Sim? Sim, boa tarde para o senhor também. Quem fala? Aqui é Neto Macedo, e gostaria de falar com o editor do jornal. Como? Ele não pode me atender? Tudo bem. Pode ser o senhor mesmo. O negócio e que eu preciso falar com alguém do jornal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Alô. Alô? Opa, é do Estado de Minas? Sim? Sim, boa tarde para o senhor também. Quem fala? Aqui é Neto Macedo, e gostaria de falar com o editor do jornal. Como? Ele não pode me atender? Tudo bem. Pode ser o senhor mesmo. O negócio e que eu preciso falar com alguém do jornal. Tenho certeza que o senhor poderá me atender. Bom, eu tenho algumas crônicas aqui, sabe como é, trabalho genial, coisa de primeira meu amigo. Acho que vocês ficariam interessadíssimos em publicá-las. São realmente geniais. Como? O senhor não acha que sejam geniais? Claro que são. Isso é indiscutível. Sem falar que eu cobro um preço ínfimo unitário de 1000 reais para que eu deixe que o senhor as publique. Ahn? É claro que o senhor quer as minhas crônicas, só não percebeu ainda. Pois fique sabendo que se fosse um Fernando Sabino da vida iria te sair muito mais caro uma crônica. Como? Fernando Sabino morreu? Nossa! Como ele morreu? Eu? É claro que eu sabia! Pois que seja então uma homenagem a memória dele. Não. O senhor vai ouvir sim. E vai publicar as minhas crônicas. É claro que já fui publicado em outros lugares. Onde? Onde&#8230; No meu blog na internet. E fique sabendo que&#8230; Como? O senhor acha que eu sou um idiota viciado em internet? Olhe, o senhor que não me ofenda. Tudo bem então. Eu diminuo o preço. Cobro só 50. Muito bem,  o senhor não quer por preço nenhum. Percebo. Tudo bem. Já presumi isso. Sou um cara prevenido. Tá bom. Me diz quanto o senhor quer para publicar as crônicas? Pago o quanto quiser. Como? O senhor vai aceitar suborno sim senhor. E não me venha com chorumelas de honestidade e ética profissional. Eu acho&#8230; Mentecapto é a senhora sua mãe! Aquela porca! Olha lá, não me venha com ofensas! Eu vim aqui lhe oferecer o trabalho da mais alta qualidade por um preço justo o senhor me vem com insultos!? Pois eu vou desligar e pode falar aí para esse editor que eu não quero mais publicar porcaria nenhuma. Que ele passe bem e vá pro diabo que o carregue.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;</p>
<p style="text-align: justify;">Morava sozinho no apartamento. Ao lado de seu prédio residia o seu inimigo mortal. Uma igreja evangélica. Já tinha se perdido em contas de quantas vezes chamara a polícia para interromper a algazarra dos pulos e gritos do pastor que eram amplificados potentemente por um sistema de microfones e alcançavam seu apartamento perfeitamente. Até já conhecia os discursos do homem de cor. Recitava salmos de olhos fechados. Podia ouví-los todos os dias a noite antes de dormir. O som chegava diretamente ao seu ouvido, nítido e claro.</p>
<p style="text-align: justify;">Havia chegado a um momento da sua vida em que já sentia pena do diabo, de tanto o coitado ser ofendido e enxotado todos os dias, pela voz do pastor tão determinado em acabar com seu legado de tentações. O importante é que os planos para a tarde já estavam prontos. Estava tudo certo. Tudo sistematicamente pensado. Conferiu tudo para que nada saísse errado.</p>
<p style="text-align: justify;">Às três da tarde, desceu as escadas do prédio e parou em frente a porta da igreja. Jogou a bomba e saiu correndo. Depois parou na padaria da esquina. Comprou quatro pães e um picolé de côco. Enquanto pagava a compra no caixa ainda pode ouvir o barulho da explosão. Saiu da padaria calmamente, entrou no prédio onde morava e foi tomar o seu café, na sua calma e tranquila tarde de domingo.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Resolvi postar duas crônicas mais curtas de uma vez só. Qual delas é a melhor?</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Tô sem links.</p>
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